Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros

Após três roubos em menos de uma semana contra lojas de eletrônicos em shoppings de Curitiba, o delegado Emmanoel David falou nesta terça-feira (4) sobre a percepção de que houve um aumento neste tipo de crime. Adjunto da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), David disse que esse aparenta ser o crime ‘da moda’, mas motivado por uma alta procura de pessoas em busca de aparelhos celulares com valor bem abaixo do custo.

Revendedora da Apple foi alvo dos criminosos duas vezes em 2017 (Reprodução)

“No ano passado percebíamos um número muito grande de assaltos a farmácias. Foi combatido e houve uma diminuição. De qualquer forma, que onde há demanda de compra, os bandidos agem. É só pesquisar até no Facebook para encontrar aparelhos e peças roubadas”, disse o delegado.

Na maioria dos casos, explica David, os bandidos agem da mesma forma. Um adulto armado que usa adolescentes para os roubos. “Temos pelo menos cinco investigações em andamento. A legislação brasileira é mais benéfica para menores e esses adultos sabem disso. Várias filmagens mostram os menores sendo orientados para o crime”, explicou.

Apenas nesta semana, foram alvos de bandidos uma loja de eletrônicos do Shopping Crystal, por duas vezes, e a revendedora da Apple no Shopping Mueller. Segundo a assessoria do Crystal, são os mesmos assaltantes que, na última sexta-feira (31), assaltaram a mesma loja e fugiram levando R$ 100 mil em produtos.

Receptação

Quem compra os produtos, também pode responder por receptação. Segundo o delegado, muitos dos aparelhos possuem rastreamento e os receptadores podem ser presos em flagrante. “Todos os receptadores são trazidos para a delegacia, até porque é facilmente detectado um chip nesses celulares. Na cadeia então terá que pagar fiança, responder um inquérito por toda a vida e ficar marcado pelo crime. E, sem dinheiro para a fiança, ficará preso”, concluiu.

Os roubos seguem sendo investigados pela DFR.

Notícias Relacionadas: