Policiais doGrupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) encontraram U$ 98 mil dólares na casa dodelegado Luiz CarlosdeOliveira, titular daDivisão de Crimes Contra o Patrimônio(DCCP), responsável pelas principais delegacias de Curitiba, considerado um dos homens-fortes da Polícia Civil. O dinheiro foi apreendido na casa dele e faz parte da Operação Vortex, deflagrada na manhã desta quarta-feira (3), em Curitiba.

O delegado está preso junto com o delegado Gerson Machado, do 6º Distrito Policial (6° DP), e e o investigadorAleardo Riguetto, também do 6° DP. Os três são suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção com receptação de peças de veículos roubados. Eles foram também autuados em flagrante por porte ilegal de armas de uso restrito, além de munições. Também foi ouvido: o delegado Anderson Franco, adjunto da DFRV.

De acordo com o coordenador do Gaeco, Leonir Battisti, as investigações começaram há oito meses baseadas em denúncias de que policiais estariam cobrando propina para livrar autopeças de flagrante por receptação. “Isso é um indicativo. Em princípio, conseguimos mandados de busca e apreensão da justiça. Temos argumentos e provas fortes”, disse Battisti.

Polícia Civil
Delegado Luiz Carlos de Oliveira

Segundo o coordenador, os policiais permanecem presos. “Agora temos que obter mais informações em computadores, agendas e blocos apreendidos nas delegacias e nas casas dos delegados”, afirmou o responsável pelo Gaeco.

Uma das pessoas investigadas pelo então delegado da Furtos e Veículos, Gerson Machado, foi levada ao Gaeco e, segundo Battisti, serviu apenas para que outros envolvidos no caso fossem descobertos. “Ele não é chefe de nada, a prisão dele apenas auxiliou novas investigações”, disse o promotor que rebateu as acusações do delegado Gerson Machado que disse estar sendo perseguido por denunciar um esquema de roubo de veículos na capital.

“Isto não tem nada a ver, não existem outros interesses por parte do Gaeco. O trabalho é desta forma, direto e verdadeiro. Não há motivo para se sentir vitimado”, rebate Battisti.

Nota Polícia Civil

O Departamento da Polícia Civil (DPC) informa que as prisões de dois delegados, na manhã desta quarta-feira (3), em Curitiba, ocorreram por porte ilegal de arma e munições, sendo apreendido na residência de um deles dinheiro em espécie. O Departamento da Polícia Civil informa também que a investigação do Gaeco, que gerou os mandados de busca e apreensão em casas e locais de trabalho dos envolvidos, ainda está em fase embrionária, motivo pela qual a Polícia Civil aguarda a conclusão das diligências.

O delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinícius da Costa Michelotto, reitera que o Departamento da Polícia Civil está colaborando com as investigações através da Corregedoria Geral da Polícia Civil e que qualquer irregularidade constatada será imediatamente apurada no âmbito administrativo.