Por Luiz Henrique de Oliveira

Um assalto a uma loja de eletrônicos com vários celulares roubados. Casos assim têm se tornado rotina em Curitiba. Além do assalto, outro crime fica em evidencia: a receptação. Mas afinal, quando eu posso ser indidicado por receptação? Como é feita a análise destes casos.

Em uma situação hipótetica, se eu perder o meu celular e, de forma rápida, parar em uma loja de bairro e comprar um aparelho avaliado em R$ 1 mil, por R$ 950, estou praticando a receptação?

(Foto: EBC)

Segundo o delegado Marcelo Magalhães, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), o crime depende da má-fé do consumidor.

“Nas prisões que fizemos nesta semana, celulares de R$ 3 mil eram vendidos por R$ 1,5 mil, o que fica evidenciado uma má-fé, de quem vende e quem compra. A receptação é quando tem uma má-fé ou presume-se que a pessoa deveria saber que a origem era ilesa, porque pagou mais barato por um produto e sem nota fiscal”, descreveu à Banda B.

Por conta disso, o delegado frisou a importância de pedir sempre nota fiscal durante uma compra. “Quando compramos uma aparelho celular, a gente espera que tenha uma nota fiscal. Quando uma pessoa compra sem a nota fiscal, ela corre risco de ser punida”, concluiu.

Nesta semana, dois empresários que compraram aparelhos celulares roubados mais baratos foram autuados por receptação, precisando pagar uma fiança de R$ 4 mil.