Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento

Após uma primeira recusa da justiça em conceder a prisão preventiva para seis dos sete policiais militares acusados de explosões a caixas eletrônicos, o delegado Luiz Alberto Cartaxo Moura disse nesta terça-feira (18) que deve fazer um novo pedido até o fim de semana. Segundo o delegado, o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) já concluiu o inquérito e deve encaminhar à justiça nos próximos dias.

“Já temos todos os elementos de prova que propiciem ao Ministério Público oferecer a denúncia comprovando a participação dessas pessoas nas explosões. Isso nos possibilita pedir a prisão preventiva dos 22 já presos e de mais 2 membros da quadrilha. Respeitamos a primeira decisão, mas já temos novos elementos de prova”, disse.

Na operação desencadeada no último dia 7 de novembro, foram presas 24 pessoas. Dessas, sete são policiais militares, inclusive com a participação de um oficial. Além de fazerem os arrombamentos, os policias que faziam parte da quadrilha também criavam falsas ocorrências para facilitar a vida dos arrombadores de caixas eletrônicos. “

Na noite da última segunda-feira (17), por volta das 22h, policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) prenderam Adrian Willian Gonçalves Marçal, 22 anos, e Marcos Aurélio Vieira, 35 anos, com explosivos, que provavelmente seriam utilizados na explosão de caixas eletrônicos. Eles foram presos no KM 110 da BR-277, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).

Outro envolvido preso posteriormente foi Celso da Silva Santos, preso dentro de casa em Campo Largo.

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