Redação com O Bonde

caramoriMarcelo Caramori era assessor do Governo do Paraná – Reprodução Facebook

O delegado-chefe da Receita Estadual em Londrina, José Luiz Favoreto Pereira, e o investigador da Polícia Civil, Jeferson Pereira dos Santos, foram presos preventivamente na manhã deste sábado (14) em operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As informações são do site obonde.com.br. Eles estariam envolvidos no esquema de exploração sexual investigado na cidade. O fotógrafo e ex-assessor da Casa Civil, Marcelo Caramori, também teve nova prisão preventiva decretada, desta vez, segundo o Gaeco, pelo crime de estupro contra uma garota de 14 anos. Os outros dois presos também teriam envolvimento com exploração de adolescentes, segundo a denúncia, porque seriam clientes e, assim, respondem também como agenciadores.

O delegado da Receita foi preso em casa, num condomínio fechado de Londrina. A polícia também fez buscas em um apartamento de Favoreto que seria supostamente  usado para programas sexuais com adolescentes. Elas tinham relações sexuais com os envolvidos mediante pagamento.

delegado estadualDelegado da Receita Estadual José Luiz Favoreto está entre os presos – Foto: Reprodução RPC

José Luiz Favoreto será substituído no cargo na próxima quarta-feira (18). A exoneração dele, assinada pelo governador e pelo chefe da Casa Civil, foi determinada na última quarta-feira (11) e publicada no dia seguinte no Diário Oficial do Estado. O motivo para a troca não foi especificado. O advogado de Favoretto, Rafael Garcia, nega que o cliente tenha tido qualquer envolvimento ou relacionamento com adolescentes.

Ex-assessor

O fotógrafo e ex-assessor da Casa Civil Marcelo Caramori já havia sido preso por 10 dias e foi libertado no dia 10. Agora, voltou para a cadeia. Em entrevista à rádio Paiquerê AM, a promotora da 6ª Vara Criminal de Londrina, Caroline Esteves, explicou que Caramori omitiu fatos pretéritos. Conforme Esteves, o ex-comissionado do Estado descumpriu o acordo de delação premiada ao esconder novas evidências que foram descobertas na investigação.

O delegado do Gaeco, Ernandes Cezar Alves, justificou a prisão do fotógrafo com a descoberta de novos casos. “Surgiram mais quantro vítimas, incluindo uma garota de 13 anos”, contou.

O advogado de Caramori, Leonardo Vianna, negou os fatos. “Não há motivos para uma nova prisão. Não há novos crimes”, argumentou.

Caramori foi solto durante a semana por estar colaborando com o Ministério Público. Ele admitiu a própria culpa e indicou outros envolvidos no esquema de exploração sexual de adolescentes.