Por Marina Sequinel e Antônio Nascimento

O delegado Luis Carlos de Oliveira negou o envolvimento em esquema de corrupção dentro da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DRFV), em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (19). Ele afirmou que não há provas suficientes que o vincule às denúncias do Ministério Público do Paraná (MPPR) de que ele recebia dinheiro de donos de desmanches em Curitiba e região metropolitana. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) conduz as investigações do caso.

Delegado Luis Carlos de Oliveira

Foto: Divulgação/ AEN

Segundo Oliveira, ele só tomou conhecimento do esquema depois que viu a gravação de um comerciante de ferro-velho entregando um maço de dinheiro para um investigador com o distintivo da Polícia Civil. As imagens foram exibidas no programa Fantástico, da Rede Globo, no domingo (18).

“Eu não faço ideia do que os policiais fazem fora do horário de trabalho. Cada um deve responder pelos seus próprios atos. O MP não deve apontar instituições, mas indivíduos. A polícia não é o que estão falando por aí”, afirmou.

O delegado disse ainda que, antes da revelação do esquema, ele e o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, já trabalharam juntos e já haviam planejado denunciar locais de desmanches em Curitiba. Além disso, Oliveira criticou a falta de uma instituição que mostre as ações bem sucedidas da polícia. “Nós temos o MP como órgão para nos investigar, mas não há nenhum que fale sobre o bom trabalho da polícia. É justamente por causa de nós que as pessoas podem se sentir seguras para saírem das ruas”, concluiu o delegado.

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