Por Luiz Henrique de Oliveira

A Justiça de Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, indeferiu, nesta segunda-feira (22), o pedido feito pela defesa que queria a liberdade do soldado Gerson, lotado na Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam), do 22º Batalhão da Polícia Militar (BPM). O policial matou com um tiro Gilson Camargo, de 28 anos, na tarde do dia 17 de julho, após uma partida de futebol na cidade.

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Gilson foi assassinado com um tiro pelo policial

Com a decisão, o policial continua preso por meio de uma prisão preventiva, sem prazo para terminar. Gerson foi indiciado pela Polícia Civil pelo crime de homicídio qualificado, por motivo fútil, conforme explicou à Banda B o advogado da família de Gilson, Brunno Pereira.

“Houve o indeferimento do pedido de liberdade do policial militar na tarde de ontem. Agora, a corregedoria da Polícia Militar segue também na investigação do caso para apurar a responsabilidade de cada policial que participou desta ação”, descreveu.

O advogado, inclusive, disse não ter a menor dúvida da participação de outros policiais no caso. “Não há a menor dúvida de que outras pessoas participaram desta ação e que cada um dos envolvidos será responsabilizado”, fazendo referência à tentativa de inocentar Gerson no dia do crime, com o surgimento de uma arma na cena do crime.

O caso

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Gerson tentou alegar legítima defesa

O crime aconteceu em uma cancha na Rua Júlio Guidolin, no Jardim Santa Rosa, na tarde de domingo (17). O time do policial disputava uma partida contra a equipe de Gilson. Em momentos diferentes, o representante foi expulso e o policial substituído no jogo. Os dois terminaram de assistir a partida pela arquibancada. A versão do policial é que ele perseguiu o representante, em direção ao estacionamento, por imaginar que ele estivesse armado, já que andava com as mãos na cintura.

O PM atirou três vezes contra Gilson. Imagens que circulam por meio das redes sociais nesta segunda-feira mostram uma garrafa de água sendo retirada da cintura do jovem, o que negaria a versão dada pelo policial. O PM, lotado na Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) do 22º, foi levado por uma viatura até a Delegacia de Campina Grande do Sul.

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