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Após a grande repercussão em torno do vídeo que supostamente mostra o abandono de uma criança de cinco anos em Curitiba, a defesa da mãe que aparece nas imagens negou as versões apontadas pela polícia e nas redes sociais. Em entrevista à Banda B nesta sexta-feira (2), o advogado Igor José Ogar garantiu que o vídeo não mostra toda a dinâmica dos fatos e que irá pedir uma perícia nos vídeos compartilhados.

“O vídeo não demonstra toda a dinâmica dos fatos ocorridos e gera um pré-julgamento negativo em detrimento da mãe, que nunca abandonou e nunca abandonará a filha. O escárnio público expôs não só a mãe, como a filha menor de idade, razões pelas quais as partes estão buscando minimizar as consequências da exposição do vídeo em redes sociais”, disse Ogar.

O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) e, de acordo com o delegado José Barreto, a versão dada pela mulher a uma emissora de TV, de que ela não teria visto a criança, é bastante questionável. “Essa declaração não convence. Qualquer um que viu o vídeo consegue perceber que a filha passa na frente do carro, gritando e apontando. Se uma pessoa que estava dentro de casa saiu para filmar porque ouviu tudo, como que a mãe não vai enxergar a criança?”, disse o delegado em entrevista coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (2).

Sobre o posicionamento do delegado, Ogar admitiu que é complexo explicar a dinâmica, mas comentou que a perícia irá demonstrar a veracidade alegada pela mãe. “Existem alguns questionamentos a respeito do pai também, que serão objeto de alegações futuras, mas quero deixar claro que é intenção da mãe continuar com a guarda da filha”, concluiu o advogado.

Investigação

Segundo a polícia, o caso aconteceu na quarta (31), um dia antes do vídeo começar a circular pelas redes sociais. Além de responder na esfera criminal, a mãe também pode perder a guarda da filha depois do que fez.

Informações apuradas pela reportagem dão conta de que a mulher teria um Boletim de Ocorrência contra o ex-parceiro, pela Lei Maria da Penha, mas não se sabe se havia ou não uma medida protetiva contra ele. Por enquanto, a menina está com a mãe. A criança também deve comparecer ao Nucria, onde será ouvida pelo setor de psicologia, para mais esclarecimentos sobre o caso.

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