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Policial invadiu o condomínio onde mora – Reprodução

Três meses depois do policial Antônio Gabriel Castanheira Júnior ter ameaçado vigias, destruído a portaria e invadido o condomínio onde mora em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, a Corregedoria da Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito e decidiu inocentar o acusado. A informação é do site G1/PR. A confusão, em maio deste ano e foi registrada pelas câmeras instaladas na portaria do condomínio.

Para a Corregedoria, a ação do policial civil foi provocada pelo fato de ter sido impedido de entrar na casa onde mora. Segundo a própria, a ação está amparada no Código Civil que permite o uso da força para restituir a posse do imóvel.

Imagens mostram que Castanheira chegou à casa que mora no condomínio e foi impedido de entrar pro dois seguranças. Ele estacionou sua BMW na portaria e pediu para os porteiros abrirem o portão. Como os vigias, que também são policiais militares da reserva, se recusaram a abrir, ele voltou para o carro, pegou um fuzil e ordenou:: “Abre, senão eu vou fuzilar todo mundo”, grita o policial nas imagens.

O vídeo mostra então que o porteiro responde: “Fuzila, fuzila”. Nesse momento, Castanheira quebra o vidro da guarita com o fuzil, derrubando o computador e todos os objetos que estão na mesa. Ele pula a janela e fala para um homem, que parece ser policial militar, não sacar a arma. “Não saca que não dá […]. Eu avisei, ninguém pode me impedir de entrar”. “Você entrou, cara”, responde o porteiro. Em seguida, Castanheira passa pelo portão e solta uma granada no terreno.

Na época, o advogado Claudio Dalledone, que faz a defesa do policial civil, disse que Castanheira mora no condomínio e foi impedido de entrar em casa. “O Gabriel foi impedido de exercer o seu direito e, tendo o constrangimento ilegal, ele reagiu. O empresário Luís Mussi, que também mora no condomínio, fez uma guarita em um local público e simplesmente fechou o portão para o policial”, disse Dalledone.

Segundo ele, Castanheira já havia registrado um Boletim de Ocorrência contra o empresário, por invasão a domicílio e destruição de parte do imóvel. “Como o policial o denunciou, isso foi uma revanche, ele foi querer impedir o Gabriel de entrar na própria casa”, completou.

A Polícia Civil enviou nota sobre o caso:

A Corregedoria da Polícia esclarece que o policial civil não foi absolvido no inquérito criminal. O delegado que presidiu o inquérito que foi encaminhado para Justiça entendeu que ele não cometeu crime.  A Corregedoria esclarece ainda que apura paralelamente em procedimento administrativo interno se houve transgressão disciplinar – com pena de demissão – do policial civil Antônio Gabriel Castanheira Junior no caso da invasão do condomínio em Campo Largo em maio deste ano.

Lado do empresário

O advogado de Luís Mussi, Rodrigo Muniz, confirmou que o policial civil mora em uma das casas dentro do condomínio, que teria sido alugada da irmã do empresário. “Para preservar a intimidade e privacidade da família, que há muitos anos é proprietária do local, nós tentamos uma solução consensual, que não foi aceita. Tentou-se abrir um acesso onde caberia apenas a instalação de um portão para que o policial pudesse entrar, mas ele não quis e tomou essa atitude absurda e abusiva”, relatou.

Ainda segundo Muniz, o contrato de comodato de Castanheira não foi apresentado para o dono do condomínio. “Justamente para não criar uma situação de desconforto em um condomínio familiar, onde uma casa é ocupada por alguém que ninguém nem tinha ouvido falar, eles tentaram fazer esse novo acesso. Foi dado um prazo, mas ele não cumpriu”.

O advogado ainda não se manifestou sobre a absolvição de castanheira pela Corregedoria da PC. O relatório vai ser encaminhado ao Ministério Público (MP-PR) e à Justiça.

Assista ao vídeo que mostra o momento do invasão:

A autoria do vídeo é desconhecida e a responsabilidade pela legenda e edição não é da Banda B.