Valmir Nichel tinha 59 anos – Foto – Facebook

 

O corpo do motorista da Uber Valmir Nichele, de 59 anos, foi encontrado no Rio Iguaçu, na divisa entre São José dos Pinhais e Curitiba, no início da noite deste domingo (13). Nichele estava desaparecido desde a noite de sábado (12), quando a família avisou a polícia. Ele foi encontrado num local que fica próximo a uma ponte, o que pode significar que o corpo foi jogado e arrastado pela correnteza. A família reconheceu o corpo oficialmente.

Mais cedo, no final da manhã, o veículo da vítima, um Livina,  havia sido encontrado completamente queimado na Rua Expedicionário Francisco Pereira dos Santos, no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba. Ele havia saído para trabalhar no sábado e até a noite não tinha retornado. A polícia ainda não sabe a causa da morte, o que só exames no Instituto Médico Legal poderão esclarecer.

O delegado Vilson Alves Toledo, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), apontou que a principal hipótese é de um latrocínio (roubo seguido de morte). “Tinha lesões graves na testa e no pescoço. Parece que ele foi jogado de cima de uma ponte. Não sabemos ainda se ele foi ou não vítima de um roubo, podendo até ser um conhecido dele. Lamentavelmente, é uma vítima sem passagens, querido na comunidade e trabalhador”, descreveu à Banda B.

 

Carro Livina foi encontrado incendiado – Banda B

 

Pela manhã, o tenente Martins, da Polícia Militar, falou sobre o caso à Banda B. “Recebemos ligações da vizinhança sobre este veículo pegando fogo. A equipe constatou, veio e apagou as chamas. Não dá para saber onde está a pessoa, já que o carro estava vazio”, descreveu.

Também pela manhã, Eduardo Ferreira, genro de Nichel, contou que a família não tinha ideia do que aconteceu. “Ele saiu para trabalhar e a última atualização no WhatsApp foi às 22h30, desde então não mexeu mais. Não temos ideia do que aconteceu e estamos buscando informações”, disse.

Colegas do aplicativo ajudaram nas buscas ao longo do dia. Casos de morte de motoristas de aplicativo têm se tornado rotina em Curitiba. Só este ano foram pelo menos três casos de assassinato.

As investigações estão com a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Notícias Relacionadas: