Por Elizangela Jubanski e Luiz Henrique de Oliveira

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Corpo de Cláudia foi encontrado dias depois. Foto: Reprodução

A Delegacia de São José dos Pinhais já sabe quem matou Cláudia Biguetti, de 47 anos, em uma chácara da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), no bairro Contenda, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. A vítima era responsável por uma Organização Não Governamental (ONG) para crianças com problemas motores e foi morta a facadas. O suspeito é um homem de 30 anos – Diego Paulino Jucoski, que está foragido.

O corpo de Cláudia foi encontrado na madrugada do dia 25, mas, pelas investigações, já estava morta há, pelo menos, quatro dias. Em entrevista à Banda B, na manhã desta sexta-feira (6), o delegado Michel Carvalho, responsável também pelas investigações, disse que não há dúvidas quanto ao envolvimento do suspeito.

“Esse homem é de alta periculosidade, que ano passado já tinha esfaqueado a esposa dele, no bairro Boqueirão, um crime que ele responde em liberdade. Ele trabalhava em um açougue e como tinha problemas com entorpecentes foi direcionado para auxiliar a senhora Cláudia, com trabalhos da chácara, com os animais”, disse o delegado. A ex-mulher do suspeito, Fabiana Buchuk Cordeiro, 20 anos, estava grávida e foi morta a facadas na casa da família.

Sobre a motivação, o delegado diz que acredita em uma discussão. “Eu acredito que aconteceu alguma discussão por causa de droga nesse tempo em que passaram juntos, cerca de 20, 30 dias, apenas. Temos certeza que ele morava no local e o trabalho em parceria com o Instituto de Identificação também foi importante por causa das digitais”, disse Carvalho.

De acordo com as investigações, o golpe contra a assistente social aconteceu durante o café da manhã. “A dona Cláudia era uma mulher de bom coração, tinha um trabalho de assistencialismo, então, tinha um convívio com as pessoas dali. Eles tomavam cafés, almoçavam e, em uma dessas vezes, aconteceu o crime. Quando chegamos no local vimos uma mesa do café posta. Talvez um desacordo por causa do entorpecentes possa ter acontecido, ou ela o repreendeu, negou dinheiro ou algo do gênero”, finalizou o delegado.

O mandado de prisão está expedido e o indiciado está sendo procurado pela Polícia Civil. Há rastros de locais onde ele esteja. Qualquer informação pode ser repassada pelo telefone: (41) 3299-1500.

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