A Polícia Militar do Paraná (PMPR) registrou neste domingo (21) durante o Atletiba, 22 atendimentos envolvendo torcedores. Deste total, dois são de provocação de tumulto, três de rixa, quatro de abordagem a suspeitos, uma de via de fato, duas de ameaça, duas de perturbação do trabalho ou sossego alheio, sete solicitações de policiamento presença e uma por porte ilegal de arma de fogo. Isto é o que aponta o balanço da PMPR, divulgado nesta segunda-feira (22).

O jogo foi realizado ontem no estádio Erton Coelho de Queirós – Vila Olímpica, no bairro Boqueirão, em Curitiba (PR), pela penúltima rodada do returno do Paranaense. “Dentro do estádio, tivemos apenas uma situação de confronto, entre torcedores da Ultra e da Fanáticos, que foi controlada imediatamente. Nesta situação foram oito encaminhados à Delegacia Móvel da Polícia Civil que estava de plantão no local. Foram dois adolescentes qualificados e entregues aos pais, e os outros envolvidos conduzidos ao 8º Distrito Policial, sendo que todos possuíam passagens por lesão corporal e rixa”, contou o major Manoel Jorge dos Santos Neto, oficial de planejamento do 13° Batalhão da Polícia Militar

Em outra situação, um adolescente foi encaminhado por policiais militares do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTRan) após ser localizado com ele certa quantidade de maconha, um soco inglês e um cartão transporte que havia sido furtado. O menor foi apreendido e encaminhado à Delegacia do Adolescente.

Antes do jogo duas ocorrências foram registradas. Por volta das 9h, um torcedor foi baleado quando estava dentro de um ônibus no Terminal da Vila Oficinas. O disparo teria sido efetuado por outros torcedores. A vítima foi encaminhada ao Hospital Cajuru.

Na segunda situação, também antes do jogo, uma confusão ocorreu perto de um shopping na Praça Oswaldo Cruz, sendo controlada a situação pela Guarda Municipal. “Depois do jogo, durante revista a um grupo de torcedores, no Terminal do Capão Raso, foi apreendido um artefato caseiro dentro de uma mochila. O responsável foi conduzido ao 6º Distrito Policial”, explica o major Neto.

ESQUEMA – Os acionamentos foram registrados na ruas Amador Bueno, Sudão e Pedro Violani no bairro Cajuru; na rua Rio Paraná em Weissópolis; nas ruas Luiza Lelia Gulin Gerenasso e Maria Genorasso do Rosário no bairro Boa vista; na Avenida João Gualberto no bairro Juvevê; nas ruas Raul Pompéia e Lodovico Kaminski no bairro Fazendinha; na rua Joaquim Simões no Pinheirinho; na rua Desembargador Motta no bairro Água Verde; nas ruas Almirante Tamandaré e Avenida Sete de Setembro na região central; na rua Das Andorinhas no Novo Mundo; na rua José Noga no Alto Boqueirão; na rua Vênus no bairro Sítio Cercado; nas ruas Barão de Guarapuava e Avenida João Gualberto no Alto da Glória.

O esquema de segurança, que foi montado pelo 1º Comando Regional e executado pelo 13° Batalhão da Polícia Militar (13º BPM), contou com 18 pontos de bloqueio nas proximidades do estádio, policiamento em pontos estratégicos e fiscalização em terminais e locais com aglomeração de pessoas. O comando da operação Atletiba ficou a cargo do major Manoel Jorge dos Santos Neto, oficial de planejamento do 13º BPM.

Além dos policiais militares, participaram da operação guardas municipais, além do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), do Regimento de Polícia Montada (RPMon), do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTRan), do Grupamento Aéreo Policial (GRAER), dos alunos da Escola de Oficiais e dos policiais que atuam nos setores administrativos da PM.

Segundo o major Neto, foi permitido aos torcedores do Coritiba irem uniformizados ao estádio, assim como o Atlético, que é o mandante do jogo. Só tiveram acesso ao perímetro de isolamento, moradores, torcedores portando o ingresso ou pessoas autorizadas. Materiais cortantes, garrafas e produtos explosivos estavam proibidos em qualquer circunstância.