Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

O Esquadrão Antibombas do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar (PM) foi acionado na manhã desta terça-feira (6) para detectar uma suposta bomba, em frente ao Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, no bairro Juvevê, em Curitiba. A detonação aconteceu às 10h20, três horas após o isolamento do local, e as informações são de que o material era um artefato falso de bomba, colocado de maneira proposital em frente a um prédio público.

A quadra da avenida João Gualberto, entre a Augusto Severo e a Mauá, ficou totalmente isolada durante o trabalho dos policiais. Os ônibus do transporte coletivo e carros precisaram desviar do trajeto. A suposta bomba foi notada por volta das 7 horas e o isolamento ocorreu com a chegada dos policiais militares.

A caixa envolta com um saco plástico azul chamou atenção de comerciantes e porteiros de prédios ao redor. Um homem de 52 anos que passava pelo local ouviu os comentários e decidiu abrir a caixa para ver o que tinha, quando foi surpreendido. “Eu estava passando aqui e uma mulher disse que poderia ter uma macumba ou gato morto. Quando eu abri o pacote, encontrei um relógio dentro da caixa, e tem um saco de lixo azul ainda”, contou à Banda B.

Segundo ele, o relógio é digital e está funcionando normalmente. “Eu vi faltando cinco horas, parece. Sei lá o que pode ser, pode ser uma brincadeira de quem tem audiência hoje cedo”, brinca a testemunha.

Em entrevista à Banda B, o soldado Josef Zacz afirmou que o objetivo era causar transtorno ocasional. “De acordo com a parte técnica, havia massa, bateria e fiação. Esse objeto não tinha poder de destruição, mas a ideia realmente era para que parecesse uma bomba. Não havia explosivo, mas toda maquiagem para que parecesse uma bomba. Tinha um relógio digital, era um simulacro de bomba e com todas as características de bomba, com objetivo de causar impacto psicológico”, contou.

Equipes antibombas munidas de equipamentos trabalharam no caso até a detonação da suposta bomba, que minimiza os riscos diante de uma explosão. Por meio de fios e robôs com câmeras, a caixa foi detonada e a rua liberada para o tráfego. Câmeras de segurança serão usadas para identificar quem teria deixado a caixa no local.