Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias

boa 1

Comerciante de 39 anos morreu com vários tiros (Foto: Djalma Malaquias – Banda B)

Um comerciante de 39 anos morreu com três tiros no limite do bairro Boa Vista com o Santa Cândida, em Curitiba, na manhã desta quarta-feira (14). A Polícia Militar (PM) suspeita de um assalto contra a distribuidora de bebidas de Ronaldo Ribeiro Pinto, na Rua Odacir Schilipak, por volta das 10h30. Ainda não se sabe o que levou os marginais a atirarem.

Ronaldo morreu na hora e sua esposa, de primeiro nome Lucimeri, foi baleada no braço e socorrida à Unidade de Pronto Atendimento do Boa Vista. Os tiros assustaram funcionários e alunos da Escola Municipal Raul Gelbeck, localizada em frente à mercearia.

“A gente não esperava por isso. Eu estava saindo na hora e escutei os tiros. Não deu para ver o que aconteceu, mas parece que eram dois moleques novos que chegaram e dispararam. Não levaram nada, podem ter se assustado e atirado, porque parece que foi um assalto”, descreveu uma funcionária da escola, que não quis se identificar.

Segundo ela, a hipótese de uma execução é pouco provável. “Eu acredito em um assalto, porque o Ronaldo era uma pessoa ótima, sem inimigos. As crianças gostavam dele. Infelizmente aconteceu isso. A sensação de falta de segurança é muito grande”, disse.

O sargento Miranda, da PM, afirmou que a mulher baleada deu detalhes do que aconteceu. “A esposa disse que dois rapazes chegaram com arma de fogo e a vítima não teve chance de se defender. Ainda não temos informações precisas sobre o que de fato aconteceu. A princípio, os marginais fugiram a pé”, contou.

A Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba (DFR) deve receber o inquérito policial do caso. Se a hipótese de assalto for descartada, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) terá a responsabilidade de apurar o que aconteceu.

Região

Com medo de assaltos, moradores do bairro Santa Cândida, próximo ao local do crime, colocaram faixas pedindo por mais segurança.

Notícia Relacionada:

Moradores espalham faixas pedindo segurança e se dispõem a ajudar com ‘vaquinha’