Por Denise Mello e Geovane Barreiro

A Polícia Federal prendeu em flagrante, na manhã desta quinta-feira (1º), um homem de 31 anos que estava de posse de grande quantidade de arquivos de imagens e vídeos relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

A investigação que resultou na prisão foi realizada de forma conjunta entre a Polícia Federal em Curitiba e a Polícia Federal Americana (FBI). De acordo com a PF, o suspeito admitiu que possuía o material e o compartilhava na internet. “É um homem casado, sem filhos, que trabalha em uma indústria da cidade, acima de qualquer suspeita. A mulher dele estava na casa na hora da prisão e ficou surpresa quando soube do motivo da presença da polícia ali. A princípio, ela não tinha ideia do que o marido fazia na internet”, diz o delegado Flavio Setti, da PF.

Imagens cedidas pela PF mostram o momento em que os policiais vasculham a casa do suspeito em busca e apreensão de material ligado à pedofilia. (ver abaixo)

Segundo a PF, o homem compartilhava pornografia infantil na internet por meio da “deep web” – internet não indexada – ambiente no qual os criminosos acreditam estar imunes à atuação da polícia. “Esta internet profunda não é indexada por sites de busca como o Google e, por isso, a pessoa acredita que pode estar imune à ação da polícia, o que não é verdade. Existem meios de identificar essas pessoas. Essa internet profunda só costuma ser acessada por pessoas com conhecimento de informática. Quem está ali sabe o que está fazendo”, diz o delegado.

A Polícia vai analisar o vasto material apreendido. Segundo o delegado, o homem negou produzir material de pornografia infantil. “Grande parte do material encontrado parece ter sido retirado da internet, mas vamos investigar se ele realmente não produziu material de pedofilia para divulgação. Mas o compartilhamento deste material na internet é crime”, completa Setti.

A pena para posse de pornografia infantil é de até quatro anos de prisão, e para o compartilhamento de arquivos dessa natureza é de até seis anos.

A PF não informou o nome do suspeito.