Redação

04.07.13 TAYNA foraUma reviravolta no caso da morte de Tayná Adriane da Silva. A colunista Joyce Hasselmann revelou em seu blog nesta segunda-feira (8) que o sêmen encontrado na calcinha da adolescente de 14 anos não era de nenhum dos quatro acusados pelo crime, que estão presos e, SEGUNDO A POLÍCIA, teriam confessado não só ter matado Tayná, mas também a estuprado diversas vezes. A jornalista revelou em seu blog que teve acesso com exclusividade ao laudo do Instituto de Criminalística, que revela essa informação.

Ninguém da Polícia Civil do Paraná se manifestou até o momento sobre a revelação. Caso a informação da colunista se confirme, todo o trabalho da Polícia no caso fica sob suspeita. Na última sexta-feira (5) os responsáveis pela investigação, incluindo o delegado Fábio Amaro, que assumiu interinamente a Delegacia de Alto Maracanã, em Colombo, disseram que os quatro acusados presos cometeram o crime. Segundo Amaro, Sérgio Amorin da Silva Filho, de 22 anos, Paulo Henrique Camargo Cunha, 25, e Adriano Batista, 23,  teriam matado a garota após manterem relações sexuais forçadas com ela. Amaro informou ainda que os suspeitos deram mais detalhes do crime.

Eles teriam abordado a garota perto do parque de diversões em que trabalhavam, dado um soco na cabeça dela e a arrastado para um matagal com a intenção de estuprá-la. Segundo palavras do delegado, Paulo, Sérgio e Adriano se revezaram praticando sexo anal e vaginal na adolescente por aproximadamente uma hora. Ezequiel, no entanto, teria ficado só assistindo. Na sequência, um dos homens usou o cadarço da bota da menina para estrangulá-la.

A entrevista coletiva na sexta-feira foi mantida mesmo após informações contraditórias cercarem o caso Tayná. A perita Jussara Joeckel já havia dito logo no início da investigação que a menina não teria sido estuprada. Segundo Jussara, a garota não apresentava sinais de estupro, não apresentava nenhum sinal de luta corporal e estava completamente vestida quando encontrada dentro de um poço da região. Segundo a jornalista, a primeira perícia já apontava que a menina teria sido morta horas depois que os quatro homens foram presos.

A colunista Joice Hasselmann questiona ainda a entrevista coletiva na sexta-feira diante de tantas dúvidas no caso, coloca a possibilidade do assassino, de fato, ainda estar solto e pergunta de quem é o sêmen encontrado na calcinha da garota.

Por enquanto, ninguém da Polícia Civil do Paraná se manifestou.