Redação com Polícia Civil

A dupla apresentada pela Polícia Civil está em situação ilegal no país. Foto: AN/Banda B

Dois colombianos, suspeitos de integrar uma organização criminosa de agiotagem, foram presos na manhã de quinta-feira (22) durante a operação “Conexão Colômbia”, deflagrada pela Polícia Civil através do 10º Distrito Policial (DP) da capital. Após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão domiciliar expedido pela Justiça, a dupla foi flagrada em um apartamento situado no bairro Portão, em Curitiba.

As investigações iniciaram depois que a equipe policial recebeu informações sobre a localização do Quartel General (QG) da quadrilha. Um homem de 28 anos e seu primo de 24, foram autuados em flagrante pela polícia. No local 200 gramas de maconha foram apreendidos, além de diversas documentações relacionadas a agiotagem.

De acordo com investigações, a dupla é suspeita de integrar uma quadrilha de agiotas onde os suspeitos emprestam valores expressivos aos comerciantes e posteriormente acabam cobrando das vítimas a quantia com juros.

“O prazo de pagamento é de 20 dias e durante todo esse período juros diários eram cobrados e caso o pagamento não fosse efetuado, os suspeitos começavam a ameaçar essas pessoas de morte. Em alguns episódios, os criminosos acabavam levando pertences das vítimas como forma de pagamento”, conta o delegado-titular do 10º DP, Rinaldo Ivanike. Segundo o delegado, a dupla emprestava até R$ 4 mil e exigia cerca de R$ 60 a R$ 80 diários.

A dupla está em situação ilegal no país e o Setor de Imigração da Polícia Federal será comunicado para que todas as providências com relação a essa situação seja tomada. Ambos responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e agiotagem.

Investigações

A Polícia Civil vem investigando os membros desse organização criminosa há cerca de oito meses. No dia 22 de setembro deste ano, um homem de 30 anos, também integrante do bando, foi preso no bairro Sitio Cercado. A partir da prisão desse suspeito foi possível chegar até os demais integrantes da quadrilha. A operação “Conexão Colômbia” foi nomeada porque a quadrilha é composta por colombianos.