Juliano Cunha/Banda B
O autor do disparo mora na região, mas ainda não foi localizado pela Polícia Militar

Uma cobrança de uma cerveja a mais terminou em tragédia em Colombo, região metropolitana de Curitiba. O comerciante Geraldo Simão Dias Martins, 66 anos, foi assassinado com um tiro de espingarda dentro do próprio bar depois de revelar a conta a um cliente. O crime aconteceu no início da noite desta sexta-feira (1º) na rua José do Patrocínio, bairro Jardim Central. O autor do disparo mora na região, mas ainda não foi localizado pela Polícia Militar (PM).

O bate boca começou por volta das 19h30 quando o cliente, identificado apenas como Ricardo, foi até o balcão para pagar a conta – R$ 20 – e reclamou que o comerciante estava cobrando uma cerveja a mais. O proprietário teria explicado a quantidade de cerveja, segundo testemunhas, mas, a confusão logo tomou proporções maiores.

De repente, clientes contaram à polícia, que o cliente desapareceu e voltou com uma espingarda calibre 12. Ele teria pego de dentro do seu veículo que estava estacionado em frente ao bar. O suspeito apontou a arma em direção ao comerciante e efetuou um disparo no peito da vítima.

O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionado, mas a vítima morreu na hora. “A mulher da vítima estava dentro do bar e viu tudo. Ela confirmou que a discussão aconteceu por causa de uma dívida do bar. Uma covardia com um trabalhador”, disse o soldado Rodrigo Machado, do 22° Batalhão de Polícia Militar.

Um cliente do bar que viu toda a cena contou assustado à Banda B que depois de atirar contra o comerciante, Ricardo saiu com o carro, e alguns minutos depois voltou para conferir se ele estava morto. “Na hora do tiro o seu Geraldo disse ‘para com isso, vamos conversar, por causa de uma cerveja’. Mas não adiantou, ele atirou no peito dele e fugiu, mas depois ele voltou. Acho que pra ver se ele tinha morrido. Ele disse ‘esse já foi’ e atirou pra cima e foi embora de novo”,

De acordo com informações da polícia, a autoria é conhecida e a maioria dos clientes disse que sabia onde o atirador morava. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba. Até o fechamento desta reportagem o autor do crime não havia sido localizado pela polícia.