Foto: Polícia Civil

 

Suspeito pelo roubo de R$ 100 mil em megahair de um grupo de argentinos, um casal foi preso na manhã desta quarta-feira (14), em Matinhos, no Litoral do Estado. A dupla foi flagrada em uma residência do centro da cidade, onde a polícia encontrou uma ‘fábrica’ de falsificação de documentos.

De acordo com a Polícia Civil, o crime contra os argentinos aconteceu em 21 de janeiro deste ano.

No local em que o casal foi preso, a polícia apreendeu diversas cédulas de identidade, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em branco, a quantia de R$ 500 em notas falsas de R$ 50, selos de cartórios para a autenticação de documentos e cheques em branco em nome de terceiros.

Foram localizados também identidades, CNHs, e documentos de veículos de possíveis vítimas de furto ou roubo, além de um veículo Ford/Fusion preto, utilizado para a prática dos crimes. Um pendrive com modelos de documentos a serem falsificados, entre outros pertences como joias, relógios e mega hair, todos produtos de origem duvidosa, também foram apreendidos na residência.

A polícia chegou até os suspeitos depois que recebeu denúncias anônimas relacionadas ao tráfico de drogas. “A equipe policial conseguiu levantar algumas informações sobre uma residência situada no Centro de Matinhos, aonde possivelmente seria o local de reuniões de algumas pessoas envolvidas com roubo e tráfico de drogas”, conta o delegado-titular do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Rodrigo Brown.

De acordo com o delegado, em posse dessas informações a Polícia Civil solicitou à Justiça um mandado de busca e apreensão domiciliar, expedido pela Vara Criminal de Matinhos. “Com o apoio ágil do Poder Judiciário, organizamos uma operação policial e cumprimos hoje pela manhã o mandado de busca e apreensão”.

Na residência, a moça de 20 anos chegou a se identificar para os policiais com um nome falso, entretanto o seu documento verdadeiro foi encontrado na casa. A suspeita possuía um mandado de prisão em aberto pelo crime de roubo agravado.

A dupla responderá pelos crimes de falsificação de documentos e moeda falsa. Ambos permanecem presos à disposição do Poder Judiciário.