Por Elizangela Jubanski e Danaê Bubalo

assalto

Em dois anos, comerciante foi assaltado 9 vezes. Foto: DB/Banda B

“Trabalho, trabalho e, no fim do mês, entrego dinheiro na mão de bandido”. O comerciante José Daniel é dono de uma loja de roupas e acessórios, na rua Paulo Kissula, no bairro Capão da Imbuia, em Curitiba, e não aguenta mais depois do grande número de assaltos que sofreu nos últimos dois anos.

Agora, ele tenta alertar os assaltantes com uma faixa sobre o novo modus operandi na loja. “Por motivo de assaltos, estamos trabalhando com segurança armada”. Embora pendurada há apenas uma semana, de lá para cá, nenhum assalto foi registrado. “Aqui está demais a coisa, viu? Só no primeiro ano que eu abri, em um mês, tive quatro assaltos. O povo aqui do bairro está cansado de trabalhar, trabalhar e entregar o dinheiro na mão de bandido. Precisamos de ajuda”, lamentou à Banda B.

Desde 2012, José Daniel contou que já foi assaltado nove vezes e, em uma das situações, chegou a carregar o carro dos bandidos com R$ 20 mil em mercadorias. “Eu chegava em casa com essa quantidade em produtos, quando um Fiat Palio estacionou na frente. Os bandidos me renderam e fizeram eu tirar toda a mercadoria do meu carro e colocar no deles”, lembra.

A partir de agora dois seguranças se revezam em frente à loja dele durante todo o dia. “Não tem hora para essas marginais. Pode ser de manhã, tarde, noite e até de madrugada. Já tive arma apontada para mim. O que é isso, gente?” se revolta. Fixada ao lado da porta principal, a faixa é a última tentativa de um comerciante trabalhador e desesperado.