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Os moradores da região central de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, estão cansados das confusões envolvendo os frequentadores de uma casa noturna que fica nas imediações do campus central da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Durante os fins de semana, é comum presenciar brigas envolvendo dezenas de pessoas. O caso mais grave até o momento foi na madrugada de domingo, quando um tiro foi disparado para o alto durante a confusão.

Gary Pupo, que mora em um prédio que fica próximo à casa noturna, relata que as noites de quem mora na região são complicadas. “Não dá para dormir, até existem processos por perturbação do sossego, mas o problema maior é quando esse povo sai bêbado da balada e começa a brigar na rua”, explica. “Fora a sujeira que eles deixam, com as garrafas e copos espalhadas pelas ruas”, completa.

Os moradores sempre ficaram apreensivos com a bagunça na região, mas o caso registrado na madrugada de domingo assustou até quem não se importava com o barulho. Depois de mais uma briga, em que é possível escutar gritos de “covarde” porque supostamente um homem teria agredido uma mulher, também é possível escutar o barulho de um disparo de arma de fogo. Até a cinegrafista amadora se assusta e interrompe a gravação. “Imagina se alguém está chegando em casa de madrugada e é atingido por uma bala perdida num caso desses, por besteira de quem não sabe aproveitar a noite”, argumenta uma moradora da região que preferiu não se identificar.

Pupo lembra que a Polícia Militar é chamada constantemente até a região para tentar dispersar as brigas, e também foi acionada quando o tiro foi disparado. “O problema é que até a viatura chegar aqui os envolvidos já foram embora, e na semana seguinte acontece tudo de novo”, lamenta.

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