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A Polícia Militar cumpriu na Arena da Baixada, durante o último domingo (13), quatro mandados de prisão contra foragidos da Justiça. De acordo com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), as prisões foram possibilitadas no jogo entre Atlético Paranaense e Atlético Mineiro por contra do sistema de biometria do estádio. Segundo a Polícia Civil, três dos mandados de prisão cumpridos são por falta de pagamento de pensão alimentícia e um por tráfico de drogas.

Os mandados foram identificados na catraca da Arena, o que permitiu o desenvolvimento de uma consulta aos dados de segurança pública. O TJ destaca que somente polícias Civil e Militar têm acesso a esses dados, para viabilizar o cumprimento dos respectivos mandados. Os infratores foram identificados na catraca por policiais militares e encaminhados para lavratura dos procedimentos legais.

Para o juiz auxiliar da 2ª Vice-Presidência do TJ-PR, Ricardo Henrique Ferreira Jentzsch, isso mostra o sucesso do projeto. “A ideia inicial do convênio sempre foi contribuir com a Segurança Pública no ambiente do futebol e dos eventos de grande porte. Com essa funcionalidade, permitindo identificar-se na entrada do Estádio o indivíduo que tenha contra si alguma pendência com a justiça, como mandados em aberto, a sociedade tem a confiança de que o Estado cumpre o dever estabelecido pela Constituição Federal e pelo Estatuto do Torcedor, e o criminoso passa a perder a famigerada sensação de impunidade”, disse.

Para o coordenador de Segurança do Atlético, Ronildo Finger Barbosa, o sucesso da operação é resultado do trabalho em conjunto das áreas internas e externas envolvidas, o que possibilitou ações rápidas contra os torcedores com mandados em aberto. “Ao tentar acessar com suas digitais, essas pessoas foram identificadas pelas catracas do clube. O supervisor local acionou a Polícia Militar, que encaminhou o torcedor à Delegacia Móvel de Atendimento ao Futebol e Eventos (Demafe). Os demais torcedores nem chegaram a perceber que isso estava ocorrendo, devido à discrição e à rapidez das ações”, comentou.

O convênio biométrico da Arena é assinado entre Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) e Secretaria de Segurança Pública do Paraná.