Por Marina Sequinel e Danaê Bubalo

(Fotos: Danaê Bubalo – Banda B)

A banquinha do Passeio Público, no Centro de Curitiba, foi arrombada por assaltantes na manhã deste sábado (15). Segundo o dono do quiosque, José Estevam da Silva, essa é a segunda vez no ano que esse tipo de ação acontece – no total, foram 10 atos criminosos contra o local.

Por volta das 8h de hoje, pessoas ligaram para José informando que o telhado da banca havia caído. “Quando cheguei aqui, descobri que tinham quebrado tudo e fugido com o dinheiro do caixa e alguns produtos como doces, salgadinhos, refrigerante e cerveja. Eu havia abastecido o estoque ontem. É realmente muito triste ver a situação do lugar, está tudo destruído”, lamentou ele em entrevista à Banda B.

A banca funciona no Passeio Público há 52 anos e foi dada de presente para José depois que o pai dele, dono do estabelecimento, morreu. “Eu amo o que eu faço e tenho um sentimento muito grande pelo local principalmente por causa do meu pai. Antes, aqui funcionava uma banquinha de fotos. Mas, com o surgimento das novas tecnologias, não havia mais sentido continuar no ramo, então começamos a vender alimentos e bebidas”, explicou José Estevam.

Segundo ele, atualmente, depois das 18h, é impossível deixar a banca aberta, devido a falta de segurança. “O Núcleo da Polícia Militar que atua no local é responsável apenas por realizar patrulhas fora do Passeio e não dentro. Nós já ligamos para a Guarda Municipal para ver se é possível realizar algum tipo de vigília no interior do parque, mas não recebemos resposta”.

Se as coisas não mudarem, há a possibilidade de José vender o local. “É muito triste, porque eu não queria me desapegar da banca, mas, infelizmente, não tenho alternativa”, concluiu.

No olho da Câmara

O vereador Colpani (PSB) esteve no local e conversou com alguns comerciantes. Um casal dono de um carrinho de pipoca, Verônica e Manoel, que estão há 44 anos no Passeio, e o gerente do restaurante, Mohamed, também reclamaram do abandono e da falta de segurança. O parlamentar informou que vai levar a discussão sobre a revitalização do parque para a Câmara Municipal de Curitiba. “Nós não podemos deixar a situação desse jeito. Os comerciantes estão desesperados e com medo”, explicou o vereador.

A Banda B entrou em contato com a Prefeitura, que informou que a segurança no local passou a ser responsabilidade da PM, por meio de um decreto. A GM trabalha na região para combater crimes contra o Meio Ambiente.

Segundo a Polícia Militar, o módulo que existe dentro do Passeio realiza o patrulhamento constante do parque e das áreas ao redor. A assessoria da corporação ainda afirmou que a GM também deve cuidar desses casos, já que o parque é municipal. Além disso, é de competência da Polícia Civil investigar os autores dos delitos cometidos no local.