Da Redação

recalcatti

Recalcatti foi preso na sede do Gaeco (Foto: Banda B)

Após uma semana preso acusado de execução, o delegado Rubens Recalcatti deixou a cadeia na tarde desta segunda-feira (19) por meio de um habeas corpus. Chefe da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), Recalcatti foi preso na última terça-feira (13) em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Ele é investigado por suspeita de homicídio qualificado contra um homem que teria envolvimento na morte de João da Brascal, ex-prefeito de Rio Branco do Sul e primo do delegado. A defesa de Recalcatti nega o crime e critica uma suposta inversão de valores por parte do Gaeco.

De acordo com o advogado de defesa, Cláudio Dalledone, Recalcatti agora irá responder a acusação agora em liberdade. “Essa prisão foi um absurdo, uma coisa despropositada. As pessoas precisam entender que, quando muito, o processo termina em prisão. Essa coisa de botar prova para fazer prova depois traz uma impressão caótica para o direito penal, já que a Justiça não é isso”, disse.

Segundo o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, Ricardo Geffer, de 22 anos, foi morto quando já estava algemado e os policiais envolvidos simularam um confronto. Segundo ele, informações de testemunhas e falhas no inquérito policial confirmam que o jovem foi executado. “Temos elementos suficientes para mostrar que não houve a primeira versão, de um confronto em uma localidade em um lugar de difícil acesso. Policiais teriam ido para investigar crime de tráficos, no entanto essa equipe que lá foi não tinha uma atribuição e, mais do que isso, testemunhos informaram que a pessoa estava algemada e foi executada”, descreveu.

Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que Geffer foi morto por oito tiros, sendo que um deles foi na parte superior do crânio, de cima para baixo, fazendo com que a bala saísse por uma das têmporas.

Entenda o caso

Geffer era suspeito de envolvimento na morte do ex-prefeito de Rio Branco do Sul, João Dirceu Nazzari (o “João da Brascal”), de 59 anos, em abril deste ano. Além do político, um funcionário dele, José Antenogenes de Faria, de 47, foi executado a tiros. João da Brascal era primo do delegado Recalcatti, que passou a participar da investigação do caso.

Para o coordenador do Gaeco, promotor Leonir Batisti, haviam elementos suficientes para a prisão do delegado e outros policiais.

Os demais envolvidos, por enquanto, continuam detidos.

Notícias Relacionadas:

Último suspeito da equipe de Recalcatti se entrega à polícia

Laudo aponta que suspeito de assassinar ex-prefeito foi morto com tiro no crânio de cima pra baixo

“Suspeito foi executado algemado e não houve confronto”, diz promotor sobre prisão de Recalcatti