Da Redação

O caso Rachel Genofre, menina de nove anos encontrada morta na Rodoviária de Curitiba em 5 de novembro de 2008, completa seis anos sem solução nesta quarta-feira (5). Sem grandes avanços nas investigações, a mãe dela, Maria Cristina Oliveira, mantém um perfil na rede social Facebook com diversas homenagens à menina.

homenagem1Homenagem feita pela mãe de Rachel em página no Facebook. (Foto: Reprodução)

“Se alguém [Rachel] estivesse de aniversário, tinha que ter bolo, pudim de leite da tia, jogo de xadrez com o tio, ida à biblioteca e almoço com o avó. Ela gostava de ir para a ginástica olímpica, de encontrar e brincar com os amigos da escola, passear no Jardim Botânico, no Passeio Público e na Praça do Atlético. Eram tantas coisas. A Rachel é maravilhosa”, diz um trecho de uma das publicações na linha do tempo de Maria Cristina.

Há, ainda, uma imagem em que as duas estão abraçadas. “Este abraço… Muitas vezes eu ainda o sinto… Ela se pendurava no meu ombro e encostava o queixo em mim”, afirma a legenda. Essas lembranças refletem a esperança da mãe de que a justiça seja feita.

A última informação repassada para a família foi de que o suspeito do homicídio poderia estar vivendo no exterior, em um país da Europa. Apesar do apurado, poucos avanços foram feitos e, até hoje, o acusado não foi identificado ou localizado pela polícia. “Desistir da justiça, para mim, é desistir da vida”, declarou Maria Cristina em uma entrevista à Banda B em outubro do ano passado.

O caso

O laudo pericial comprovou que Rachel Genofrel foi morta por asfixia mecânica provocada por esganadura. Encontrado em uma bolsa na Rodoferroviária, o corpo dela estava em posição fetal, envolvido em dois lençóis e apresentava diversos sinais de agressões. Na cabeça da menina havia sacolas plásticas. Ela usava a camiseta do colégio e estava nua da cintura para baixo. Vestia apenas uma meia do ursinho Pooh em um dos pés.

No ano passado, a delegada Vanessa Alice – que foi designada para o caso a partir do segundo mês de investigação – disse que o principal trunfo da polícia é o sêmen coletado do corpo de Rachel. O material é comparado com o DNA de suspeitos, para comprovar a autoria. Até novembro de 2011, no entanto, quase 100 exames já haviam sido realizados e todos deram negativo. A prova científica já inocentou pelo menos três suspeitos.

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