Da Redação com AEN

agenciadentro‘Gangue da Dinamite’ não agiu nas últimas 48 horas em Curitiba e região (Foto: Banda B)

A Secretaria de Estado da Segurança Pública, por meio das polícias Civil e Militar, realizou, na última sexta-feira (7), uma operação para combater furtos a caixas eletrônicos em Curitiba e Região Metropolitana. Ao todo foram cumpridos 22 mandados de prisão, destes, sete são relacionados a policiais militares. Após a operação, nenhum caixa eletrônico foi violado na Grande Curitiba. Já são 48 horas de trégua, com a última explosão na madrugada de sexta.

Investigações

As investigações, que foram conduzidas pelo Centro de Operações Policias Especiais (Cope) da Polícia Civil, tiveram início em abril deste ano. Com o apoio do serviço de inteligência da Polícia Civil, foi descoberto o envolvimento de policiais militares no crime e, a partir deste momento, a corregedoria geral da Polícia Militar começou a colaborar com as investigações. Sete policiais foram presos e outros estariam sendo investigados.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Leon Grupenmacher, a prisão dos suspeitos é resultado desse trabalho integrado das polícias paranaenses. As polícias Civil e Militar trabalharam meses para desmantelar esta quadrilha especializada no furto de caixas eletrônicos. Ao longo das investigações, diversas pessoas foram presas e muitos crimes foram evitados, sendo a operação concluída hoje para demonstrar que o Governo do Estado e a Secretaria da Segurança Pública não toleram desvios de conduta de policiais, e atuam de forma de integração para coibir estes crimes no Estado, diz.

O delegado-geral da Polícia Civil, Riad Farhat, reforça que o trabalhou durou alguns meses e terá desdobramentos na sequencia das investigações. As investigações ainda estão em andamento e, em breve, teremos mais desdobramentos sobre o caso. Neste primeiro momento, tivemos a prisão de alguns policiais militares e outros suspeitos que agiam com o apoio destes policiais nos crimes

A participação dos policias militares nos arrombamentos a caixas eletrônicos se dava de duas maneiras. Ou alguns deles participavam diretamente do furto, indo aos caixas e o estourando com dinamite, e, o que mais chamou a atenção na investigação, que eles criavam falsas ocorrências para chamar atenção de quem estava trabalhando e desviar a atenção dos locais onde iriam acontecer os assaltos.

O subcomandante-geral da Polícia Militar, coronel Péricles de Matos, comentou o envolvimento de policias militares no crime. A Polícia Militar contribuiu, por meio do serviço reservado e da Corregedoria, para prender os suspeitos de envolvimento nos furtos a caixas eletrônicos de todo o Estado, conta.

O delegado-titular do Cope, Luiz Alberto Cartaxo Moura, afirmou que outros suspeitos também foram presos por envolvimento nos crimes, porém nenhuma prisão foi divulgada para não interferir no trabalho. Durante todo o período de investigação outros suspeitos de cometer o crime também foram presos, mas a polícia não divulgou para não interferir na operação. Os presos vão responder pelos crimes de furto qualificado, utilização de explosivos e formação de quadrilha.

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