Motoristas de aplicativos fazem um protesto silencioso no velório do colega nesta segunda-feira – Foto: Banda B

Após a morte de forma violenta de dois motoristas de aplicativos no último final de semana na região de Curitiba, colegas de trabalho de várias plataformas se uniram no velório de uma das vítimas na manhã desta segunda-feira (22) para  pedir mais segurança. Todos estavam assustados e também revoltados com a morte dos dois colegas em poucos dias.

Na sexta-feira (19), o motorista do aplicativo Uber, Marcos Mathozo Cordeiro, de 25 anos, foi encontrado morto com cinco tiros em Almirante Tamandaré. O carro dele foi jogado dentro do lago do Parque Tingui. Dois dias depois, no domingo (21), outro assassinato. Agnaldo Felipe Milki, motorista do aplicativo 99 Pop, foi encontrado morto a facadas em um terreno em Colombo. O corpo estava dentro do carro, um veículo Logan.

Hoje pela manhã, motoristas de vários aplicativo se uniram no velório de Milki, no Cemitério Municipal do Boqueirão, para protestar por mais segurança. “Todos somos motoristas de aplicativos, independente de qual companhia o que precisamos é de mais segurança. Estamos aqui tristes, em silêncio, num protesto respeitoso no velório do nosso amigo e vamos seguir até o Cemitério do Boqueirão. Precisamos ter condições para sair de casa e ganhar nosso dinheiro sem medo de morrer. Já apresentamos várias propostas aos aplicativos, que podem melhorar nossa segurança. precisamos de ações”, afirmou o motorista Lucas Gragnano.

O motorista Vanderson Catra também reforçou o pedido. “Precisamos também que o governo nos dê mais segurança. Mais policiais nas ruas. Trabalhamos porque precisamos e não podemos conviver com esta insegurança. lamentamos muito a morte de nossos colegas e estamos preocupados sim”, afirmou.

A polícia investiga as duas mortes e trabalha com as hipóteses de assalto e, no caso de Cordeiro, também há a possibilidade de crime passional.

Nota do 99 Pop

Nesta segunda-feira (22), a assessoria do 99 Pop mandou a seguinte nota:

A 99 foi informada pelo irmão da vítima que o corpo do motorista Agnaldo Felipe Milki foi encontrado na noite de sábado, dia 20 de janeiro. Seu último contato com a família aconteceu por volta das 18h do mesmo dia. A última corrida de Agnaldo na plataforma ocorreu horas antes, às 8h40. Portanto, ele não estava em chamado da 99 no momento do incidente. A 99 repudia a violência e lamenta profundamente o ocorrido. Entramos em contato com os familiares e prestamos assistência. Além disso, estamos abertos para colaborar com as autoridades, caso necessário.

A 99 é uma empresa genuinamente preocupada com a segurança de seus passageiros e motoristas. O assunto é prioridade máxima do aplicativo, e um de seus três pilares fundamentais (promover transporte rápido, barato e seguro). Por isso, montamos um time de 30 pessoas que trabalha 24 horas por dia, sete dias por semana, dedicado exclusivamente à proteção dos usuários. Nosso foco é a prevenção. Entre as iniciativas desenvolvidas estão o alerta de áreas de risco, a checagem do histórico de motoristas e a identificação de passageiros frequentes.

O mapeamento das áreas de risco é feito por inteligência artificial que usa estatísticas internas e externas para fundamentar suas análises. As informações levantadas são avaliadas pela nossa equipe de segurança, que envia alertas aos motoristas sobre as zonas de maior perigo”, disse a empresa em nota.

Nota da Uber

Em nota, ainda na sexta-feira, a Uber lamentou a morte de Marcos.

“Lamentamos saber que Marcos Mathoso Cordeiro foi vítima desse crime terrível. Compartilhamos nossos sentimentos de mais profundo pesar com sua família, com quem nos solidarizamos.

Pelas informações disponíveis, ao que tudo indica a ocorrência se deu fora da plataforma e é fruto da violência urbana que infelizmente permeia a vida nas cidades. A Uber já contatou as autoridades e está à disposição para colaborar com as investigações, na forma da lei.

 

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