Da Redação

Após dez dias presos, a Justiça concedeu nesta quinta feira (22) habeas corpus para os policiais civis da equipe do delegado Rubens Recalcatti, que estavam detidos por participação de homicídio qualificado contra um homem que teria envolvimento na morte de João da Brascal, ex-prefeito de Rio Branco do Sul.

Chefe da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), Recalcatti foi preso na última terça-feira (13) em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Ele já havia ganhado liberdade na última segunda-feira.

O advogado Claudio Dalledone, que representa os policiais parabenizou o Poder Judiciário na sua página no Facebook. “O Tribunal de Justiça acaba de conceder habeas corpus aos policiais presos! Quero parabenizar os componentes da minha equipe e reafirmar a minha confiança no poder Judiciário do Paraná”, relatou.

Entenda o caso

Ricardo Geffer, de 22 anos, era suspeito de envolvimento na morte do ex-prefeito de Rio Branco do Sul, João Dirceu Nazzari (o “João da Brascal”), de 59 anos, em abril deste ano. Além do político, um funcionário dele, José Antenogenes de Faria, de 47, também foi executado a tiros. João da Brascal era primo do delegado Recalcatti, que passou a participar da investigação do caso.

Segundo o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, Geffer foi morto quando já estava algemado e os policiais envolvidos simularam um confronto. “Temos elementos suficientes para mostrar que não houve a primeira versão, de um confronto em uma localidade em um lugar de difícil acesso. Policiais teriam ido para investigar crime de tráficos, no entanto essa equipe que lá foi não tinha uma atribuição e, mais do que isso, testemunhos informaram que a pessoa estava algemada e foi executada”, descreveu no momento da prisão.

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