Por Marina Sequinel

(Fotos: Banda B)

Familiares e amigos da menina Rachel Genofre, de nove anos, fizeram uma manifestação na Rodoviária de Curitiba na tarde desta quinta-feira (5). No dia em que o crime completa sete anos, eles resolveram se reunir no local onde a pequena foi encontrada morta para pedir por justiça.

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(Foto: Arquivo pessoal)

A caminhada começou na Praça Rui Barbosa, no Centro, passou pela sede da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e terminou na Rodoviária. “Esse é um dia extremamente triste para mim e, o pior, sem nenhuma resposta de quem foi o monstro que fez isso com ela”, disse a mãe de Rachel, Maria Cristina Oliveira, em entrevista à Banda B.

Segundo ela, uma série de erros policiais dificultaram a identificação do suspeito. “Não isolaram a cena do crime, a autópsia não foi satisfatória, faltou muita coisa. Eu tenho fé que um dia esse homem vai ser encontrado e a vitória para mim será preservar novas vítimas, mulheres e meninas”, completou ela.

Rachel foi encontrada morta no dia 5 de novembro de 2008 na Rodoviária de Curitiba. O corpo dela estava em posição fetal, envolvido em dois lençóis e apresentava diversos sinais de agressões. “Nós temos muita saudade dela, são lembranças difíceis. Se ela estivesse viva, seria uma adolescente brilhante e com certeza participaria dos protestos com a gente, em nome de outras meninas que sofreram violência. Ela era inteligentíssima e articulada”, afirmou Maria Carolina, tia de Rachel, que também estava na manifestação.

Investigações

O laudo pericial comprovou que Rachel Genofre foi morta por asfixia mecânica provocada por esganadura. Em 2013, a delegada Vanessa Alice – que foi designada para o caso a partir do segundo mês de investigação – disse que o principal trunfo da polícia é o sêmen coletado do corpo de Rachel. O material é comparado com o DNA de suspeitos, para comprovar a autoria. Até novembro de 2011, no entanto, quase 100 exames já haviam sido realizados e todos deram negativo. A prova científica já inocentou pelo menos três suspeitos.

A última informação repassada para a família foi de que o suspeito do homicídio poderia estar vivendo no exterior, em um país da Europa. Apesar do apurado, poucos avanços foram feitos e, até hoje, o acusado não foi identificado ou localizado pela polícia.

Polícia Civil

Em nota, a Polícia Civil informou que casos envolvendo crianças e crimes sexuais são sempre tratados com prioridade pela Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária.

O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil do Paraná, que atualmente conta também uma delegacia específica na DHPP para investigar crimes não solucionados.

A Secretaria informa também que não estão sendo poupados esforços para solucionar o crime. Até o momento foram realizados mais de 200 exames de DNA com o perfil genético encontrado no corpo da menina.