Por Elizangela Jubanski e Juliano Cunha

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Filho dizia ao pai: ‘Eu sou ladrão mesmo”. Foto: JC/Banda B

Ao ver o filho assassinado, com pelo menos três tiros, o pai de Jhonatan Cani, 30 anos, desabafou e disse ele foi vítima da vida que escolheu. O rapaz foi morto no Jardim Cristiane em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba. Não há informações sobre o autor dos disparos. Jhonatan era foragido da Colônia Penal Agrícola.

De acordo com testemunhas, a vítima foi morta por volta das 19h30 desta quarta-feira (28) quando caminhava pela rua Rio Paraná.  Ninguém soube dizer quem teria atirado contra ele.  O soldado Sidney, do 22° Batalhão da Polícia Militar, confirmou que a vítima era foragida da justiça há mais de um ano.

“Ele é foragido do sistema desde janeiro de 2012 quando deixou a Colônia Penal Agrícola e não voltou mais. Só esse mês veio duas vezes na casa do pai para ameaçá-lo. Provavelmente estava devendo algo para alguém”, explicou. Jhonatan estava preso por roubo.

Acompanhando o trabalho da polícia no local do crime, o pai da vítima, Leopoldo Cani, lamentou a morte do filho, mas disse que o assassinato era uma consequência da vida que escolheu. “Eu ainda não conversei com ninguém aqui na vila, acho que vou saber alguma coisa mais tarde sobre o que aconteceu. Ele já estava vendendo droga, comendo pouco, saindo muito e agitando os lugares por onde ia. Eu não esperava, mas ao mesmo tempo já sabia. Eu sentia que ele poderia ter esse fim. Ele ficou preso, saiu, entrou de novo, até que fugiu. Ele nunca chegou a me dizer que queria sair dessa vida, pelo contrário, me dizia ‘eu sou ladrão, você sabe que eu sou ladrão’”.

O corpo de Jhonatan foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba.