Por Marina Sequinel

Loir Dreveck elogiou trabalho de suspeito acusado de matá-lo. (Foto: Reprodução)

Durante campanha, o prefeito eleito de Piên, na região metropolitana de Curitiba, Loir Dreveck, afirmou que daria continuidade ao “maravilhoso trabalho” que o então gestor da cidade, Gilberto Dranka, fez nos últimos oito anos. Dranka é o principal suspeito de ter mandado matar Dreveck no dia 17 de dezembro do ano passado. Ele nega as acusações.

A declaração do prefeito eleito foi feita durante entrevista ao Jornal O Repórter, de Fazenda Rio Grande, antes das eleições. “Eu tive a oportunidade de trabalhar com quatro prefeitos e percebi os pontos fortes e fracos de cada um. Isso me dá bagagem para colocar na balança tudo de bom que já foi feito. (…) Eu quero continuar esse processo fantástico de desenvolvimento pelo qual Piên está passando”, disse Dreveck na ocasião.

Ele ainda contou que ingressou na política a convite do pai de Gilberto, Orlando Dranka, em 1996, ano em que assumiu a Secretaria de Administração do município. “Em seguida, fui candidato a vice-prefeito em 2000 e 2004. Em 2008, Gilberto Dranka me chamou para cuidar da parte do planejamento da cidade”, completou.

Dranka foi preso na manhã desta terça-feira (31) em casa. Ele é suspeito, junto com o presidente da Câmara, o vereador Leonides Maahs, de contratar um atirador para matar Dreveck. Segundo a Polícia Civil, os dois se sentiram traídos depois que o prefeito eleito se recusou a oferecer para eles cargos que havia prometido durante a campanha.

Defesa

Dranka nega as acusações feitas pelo Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) sobre a morte do prefeito eleito. O advogado de defesa, Claudinei Szymczak, declarou que ele sempre teve Dreveck como um amigo e não reconhece nada o que foi dito pelos policiais.

O crime

Dreveck morreu no dia 17 de dezembro, três dias depois de ser baleado na cabeça. Ele foi atingido por um motociclista enquanto viajava para Santa Catarina, pela PR-420, em um carro da prefeitura.

Loir foi encaminhado em estado grave ao Hospital e Maternidade Sagrada Família, em São Bento do Sul (SC), mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo.

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