O bairro onde ocorre o maior número de roubos e furtos de veículos em Curitiba é o Água Verde. A explicação estaria na aparente tranquilidade das ruas residenciais, com pouca gente, que, aliada a existência de muitos carros populares na região, acaba atraindo os assaltantes. A informação foi repassada à imprensa pelo titular da delegacia especializada, Renato Fiqueiroa, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (6). No bairro, até uma placa alertando para o risco foi colocada por moradores em uma rua próxima ao cemitério.

O segundo bairro da capital com maior número de ocorrências é o Centro. Segundo a polícia, a maioria dos furtos e roubos de veículos ocorre no perído entre as 18 horas e meia-noite.Figueiroa destacou que o índice de recuperação de automóveis roubados ou furtados cresceu 21%.

“No primeiro semestre do ano passado este índice era de 52,5%. Agora atingimos o patamar de 63,5%”, contou Figueiroa. Ele salientou que o índice de carros levados é inferior inclusive ao de 2003. “Mesmo com a frota tendo crescido muito, tivemos menos carros levados do que em 2003, quando furtaram ou roubaram 1.455 veículos”, afirmou.

Outros números

Os números da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC) também chamam atenção. Desde julho do ano passado, quando o delegado Alcimar de Almeida Garrett assumiu a especializada, foram recuperadas cargas com valor estimado de R$ 8 milhões. Também foram recuperados 68 veículos, entre caminhões e carretas, utilizados para o transporte de cargas e que foram levados junto com as cargas roubadas.

“Conseguimos reduzir em 50% o número de roubo de cargas neste período”, contou Garrett.A Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), do Departamento da Polícia Civil, DCCP é formada pela Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) e Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC). Nos últimos meses, as unidades da DCCP solucionaram vários crimes de grande interesse popular. A DFR, por exemplo, elucidou uma caso em que o ex-marido contratou três homens para violentar sexualmente sua ex-mulher. A DFRV elucidou o latrocínio de uma professora, morta com o filho no colo, no momento em que os marginais tentavam roubar seu Astra pela segunda vez.

A DEDC, por sua vez, desmantelou uma quadrilha de estelionatários, que compravam carros de luxo como Porsche, por exemplo, e gastavam o dinheiro arrecadado com as fraudes em noitadas.O titular da DEDC explicou que o sucesso deve-se ao investimento na reestruturação da especializada. “Criamos um setor de inteligência, que vem municiando nossas equipes para que os trabalhos. Estamos fazendo um mapeamento das ações dos marginais e identificando os autores”, afirmou, explicando que todas as medidas para combater e prevenir os crimes estão sendo tomadas.