Quatro agentes penitenciários dizem terem sido agredidos por presos na Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba, durante o final da manhã desta quarta-feira (17). A situação teria acontecido depois que drogas e celulares foram encontrados por um agente com um dos presos. Revoltados com a apreensão, quase 100 detidos teriam se unidos para espancar o agente e outros três companheiros dele que foram chamados para ajudar na situação. No final, segundo a denúncia, a droga e os celulares voltaram às mãos dos condenados, como se nada tivesse acontecido. A diretoria da Colônia nega e dá outra versão para o caso.

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) confirmou a denúncia à Banda B. Um agente que estava na situação e pediu para não ser identificado detalhou o que teria acontecido em entrevista exclusiva. “Foi constatado com um dos presos celulares e drogas. O preso foi algemado e outros que estavam no pátio se rebelaram e começaram a gritar contra estes agentes. Foram para cima deles e tiraram o rapaz que estava algemado por um agente. Os celulares e drogas apreendidos foram todos recuperados por estes presos. Foi uma situação lamentável. Os agentes estão com hematomas pelo corpo”, contou.

O diretor da Colônia, Esmael Salgueiro, negou à Banda B a versão dos agentes. “Não foi isto que aconteceu. Um dos presos estava com um celular e teria fugido da abordagem. Depois disto ouve um bate-boca normal que pode acontecer em qualquer local. Não foi encontrada nenhuma droga e muito menos aconteceram agressões. Não sei qual a intenção de trazerem à tona esta notícia de maneira mentirosa”, afirmou.

Outra denúncia feita pelo agente foi quanto ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que estaria mandado no local. “A Polícia Militar ficou do lado de fora e não entrou, como deveria ter sido feito. É um absurdo isto. Aqui o PCC decide tudo. É lamentável”, disse. Por sua vez, a versão de Salgueiro é diferente. “Por que PCC em uma cadeia com regime semiaberto? Isto não existe. A PM não entrou porque não houve necessidade”, afirmou o diretor.

O Sindarspen promete ficar em cima do caso e pedir respostas à Secretaria de Justiça, responsável pela administração Colônia.