Por Felipe Ribeiro

Os advogados que defendem os 21 policiais suspeitos de tortura no Caso Tayná pediram, na tarde desta quinta-feira (8), a prisão do promotor do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Denílson Soares de Almeida, por coação de testemunhas. De acordo com o advogado André Romero, o promotor teria utilizado a prática contra várias testemunhas, incluindo a irmã da menina Tayná, Márcia Fernanda da Silva, mas como ele tem foro privilegiado como promotor, apenas o Tribunal de Justiça pode definir por uma prisão de Soares.

“Várias testemunhas relataram a coerção, incluindo a Márcia que registrou um boletim de ocorrência. Segundo o relato dela, o promotor disse que não seria feita justiça com outra injustiça, buscando assim que ela mudasse de posição”, afirmou.

Questionado se essa seria uma manobra da defesa para mexer no clima da audiência, o advogado Marluz Dalledone garantiu que tudo está ocorrendo a favor da defesa no local e acusou o promotor, dele sim, estar utilizando de pressões ilegais. “Desde a investigação, todas as testemunhas tem falado que foram vítimas de coerção e isso nós não vamos admitir. Nosso papel enquanto advogados é evitar isso”, disse

O Gaeco é vinculado ao Ministério Público do Paraná, que por sua vez informou que o pedido foi feito sem nenhuma base e a conduta teve apenas o objetivo de tumultuar o processo.