Por Denise Mello e Antonio Nascimento

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Advogada mostra os ferimentos em rede social – reprodução

O advogado Syllas Pinheiro foi autuado em flagrante nesta quarta-feira (29), com base na Lei Maria da Penha, acusado de agredir a ex-namorada e ex-sócia, a também advogada, Leticia Viviane Picão. A prisão aconteceu na Delegacia de fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, após a suposta agressão. Policiais militares foram chamados até à casa de Pinheiro. Ele foi autuado por lesão corporal e ameaça pela violência contra a ex-namorada. O acusado nega que tenha agredido a ex e diz que tudo faz parte de uma armação da vítima.

De acordo com o delegado Fabio Machado, as versões são diferentes e testemunhas estão sendo ouvidas para esclarecer o que aconteceu. “O advogado chegou aqui na delegacia conduzido por policiais militares após uma discussão com a ex-namorada e ex-sócia, que também é advogada. Ela também veio para cá e constatamos hematomas no rosto e na boca. Ele também tem marcas de lesões no corpo. Os dois teriam discutido e, segundo a versão dela, o acusado a teria espancado e a ameaçado de morte. Ele diz alegou que tudo foi uma armação da ex-namorada que era sócia dele no escritório e queria ficar com tudo no escritório após o fim do relacionamento. O advogado diz que ela partiu pra cima dele com mordidas e socos e ele se defendeu. Vamos apurar as duas versões”, diz o delegado.

O casal fez exame de corpo delito e testemunhas e pessoas que trabalhavam com os dois estão sendo chamadas para falar sobre o caso.

Leticia postou nas redes sociais fotos de como ela ficou após a suposta agressão. “Para quem está perguntando, sim, foi comigo. Fui agredida pelo meu ex”, diz ela na legenda das fotos.

O delegado arbitrou fiança de um salário mínimo ao advogado. “Ele apresentou rendimento mensal de R$ 1.000,00 e por isso arbitrei a fiança de um salário mínimo. Estamos elaborando o inquérito e o caso seguirá na justiça”, completou o delegado.

As versões

Syllas Pinheiro, que foi candidato a vereador n última eleição e não conseguiu se eleger, conversou com a Banda B e deu sua versão. Ele manteve o que falou ao delegado de que foi vítima de uma armação. Segundo Pinheiro, ele foi agredido pela ex. “Logo depois que não fui eleito, ela quis terminar o relacionamento e estávamos redigindo um contrato para acabar com a sociedade no escritório de advocacia. Na quarta-feira ela veio até minha casa, disse que queria se despedir, me abraçou e saiu. No carro, resolveu voltar e começou a gritar dizendo que tinha hackeado meu computador e que eu teria a traído. Partiu pra cima de mim, me batendo e eu comecei a tentar me desvencilhar. Tenho marcas de agressões no corpo tentando me livrar dos ataques. Foi tudo uma armação para ela ficar com todo o escritório”, disse o advogado.

Segundo ele, haveria provas de que a ex-namorada teria feito o pedido de medida protetiva contra ele na noite anterior aos fatos. “isso prova que ela agiu de caso pensado porque veio na minha casa no dia seguinte. No dia da briga, fui com ela espontaneamente até a delegacia com os policiais e lá, com base na Lei da Maria da Penha, fui autuado pelo delegado. mas fiz exame e vou provar que estou sendo vítima de uma armação”, afirmou.

A Banda B tenta contato com Leticia pela facebook, mas ainda não conseguiu retorno.