Por Luiz Henrique de Oliveira e Denise Mello

O ex-prefeito de Piên, Gilberto Dranka, preso na casa em que morava na manhã de terça-feira (31), por envolvendo na morte do prefeito eleito da cidade, Loir Dreveck, de 52 anos, nega as acusações feitas pelo Centro de Operações Policiais Especiais (COPE). Segundo o advogado dele, Claudinei Szymczak, Dranka sempre teve Dreveck como um amigo e não reconhece nada o que foi dito pelos policiais.

Dranka foi flagrado no forro do imóvel por policiais (Foto: Reprodução)

“O cliente alega inocência e não reconhece as acusações. Ele tem a vítima como um amigo, por ser seu sucessor, com quem trabalhou por oito anos. Ainda estamos aguardando a abertura do processo para nós, para que tenhamos a possibilidade de ver as provas presentes, que levaram a operação de ontem”, descreveu Szymczak.

Durante a prisão de Dranka, chamou a atenção o fato dele ter se escondido no forro do teto do imóvel que morava (Assista abaixo). De acordo com o advogado, o cliente achava que estava tendo a casa invadida por bandidos.

“Ele não entendeu no primeiro momento que era a polícia que estava ali, porque a casa é praticamente invadida e tem muita gente falando e entrando. A sensação que ele teve é de que era um assalto e estavam o atacando, até porque outro prefeito foi morto recentemente”, explicou.

Mas se havia outras pessoas na casa, esposa e filhos de Dranka, porque apenas ele se escondeu daquela forma? O advogado justificou. “Naquele momento, um correu para cada lado se esconder, em outros lugares” , concluiu.

O caso

O ex-prefeito de Piên, na região metropolitana de Curitiba, Gilberto Dranka e o presidente da Câmara, Leonides Maahs, encomendaram juntos a morte de Loir Dreveck, segundo a Polícia Civil. As investigações apontam que os dois se sentiram traídos depois que o prefeito eleito se recusou a oferecer para eles cargos que havia prometido durante a campanha. O crrime aconteceu no dia 17 de dezembro do ano passado.

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