Por Luiz Henrique de Oliveira

 

O jovem Joeber Lenon Leite, de 22 anos, se apresentou na tarde desta quarta-feira (21) à Delegacia de Homicídios de Curitiba. Ele confessou que atropelou e matou o rapaz que assassinou seu irmão um pouco antes na saída de uma academia no bairro Sítio Cercado, na última segunda-feira (19). O advogado Elias Mattar Assad, responsável pela defesa de Joeber, afirmou que qualquer um no lugar dele faria a mesma coisa.

“Os fatos se autoexplicam e qualquer pessoa no lugar do nosso cliente teria agido da mesma forma. Pelas circunstâncias do fato, apresentação espontânea e idoneidade do acusado, tem ele o direito de responder em liberdade”, disse, também descrevendo que seu cliente está muito abalado com os fatos e se reserva ao direito de permanecer em silêncio.

O crime

Jefferson Leite foi baleado e morto em frente a uma academia de ginástica no bairro Sítio Cercado, em Curitiba, na noite de segunda-feira (19). Para se vingar, o irmão da vítima usou um carro para atropelar o atirador e, em seguida, capotou o veículo. Ele foi socorrido, mas morreu no hospital.

A sequência de ações aconteceu por volta das 21h45 em frente a uma academia localizada na Avenida Izac Ferreira da Cruz. Jeferson Leite, de 24 anos, foi executado com pelo menos sete tiros quando saía do local. Testemunhas informaram que o irmão dele, que viu a execução, perseguiu de carro o atirador e o atropelou a menos de 50 metros do local em que o crime aconteceu. Depois de atropelar o suspeito, o carro que ele conduzia, um Peugeot Hoggar, capotou e o motorista fugiu do local.

O homem, que supostamente seria o assassinado de Jeferson, foi socorrido em estado grave  e encaminhado ao Hospital do Trabalhador pelo Siate. Horas depois ele morreu não apenas em razão do atropelamento, mas também porque tinha uma bala no corpo. A polícia acredita que o irmão de Jeferson, além de atropelar o assassino do irmão, também atirou nele. A defesa não se pronuncia sobre este fato.

O corpo do autor do crime foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, mas até o fechamento da reportagem não havia sido identificado.

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