Por Marina Sequinel e Juliano Cunha

Um adolescente de 17 anos deve ser ouvido pela Delegacia de Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, no caso dos 30 argentinos assaltados em um ônibus de turismo no dia 17 de julho. Na época, dois criminosos foram mortos em confronto com a polícia e outros três conseguiram fugir com pertences e dinheiro dos passageiros.

Segundo Viviana Pletsch, advogada que representa o menor, ele publicou uma homenagem no Facebook aos amigos que morreram na ocasião e que, desde então, recebe ameaças de policiais da região. “O adolescente nega a participação do crime e não há prova nenhuma que mostre o contrário. A única coisa é que a polícia alega que um dos assaltantes teria falado o nome dele antes de morrer, mas só isso”, explicou ela em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (20).

No dia do crime, ele estaria em Curitiba, na casa da mãe, para participar de uma audiência, de acordo com a defesa. “Ele já foi prestar esclarecimentos espontaneamente na Barra do Turvo, cidade onde mora, e agora vai até Campina Grande do Sul, local do crime”, completou a advogada.

Na publicação do Facebook em homenagem aos amigos, o adolescente teria dito que “os responsáveis iriam pagar pelo o que fizeram”. “A mãe e o próprio jovem dizem que os policiais querem ele morto, que estão de olho nele”, disse Viviana.

O rapaz deve prestar depoimento na delegacia e ser liberado.

O caso

Um ônibus de turismo que seguia para a cidade de Buenos Aires, na Argentina, foi assaltado na madrugada do dia 17 de julho na BR-116, divisa entre São Paulo e Paraná, em Campina Grande do Sul. Dois assaltantes morreram no confronto com o Grupo Tático da Polícia Rodoviária Estadual de São Paulo. Três conseguiram fugir com pertences e dinheiro dos passageiros.

Os turistas vinham da cidade do Rio de Janeiro e a maioria dos passageiros eram argentinos, cerca de 30; outros 7 eram brasileiros. Na altura do quilômetro dois, os assaltantes abordaram o ônibus e roubaram objetos, malas e bolsas dos turistas. Depoimento das vítimas à polícia revela que eles foram bastante violentos e chegaram a colocar a arma na boca de uma criança de 4 anos.

A Polícia Rodoviária foi acionada e encontrou o grupo metros a diante com um veículo Fox. Houve confronto e dois dos assaltantes foram mortos por disparos de arma de fogo. Os corpos deles foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba. Outros três conseguiram fugir com os objetos do roubo.

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