O adolescente de 17 anos, envolvido no assalto que terminou na morte do médico do Pequeno Príncipe Paulo Carboni Júnior, de 54 anos, se apresentou na última sexta-feira (22) aos policiais civis da Delegacia do Adolescente (DA). Ele estava com a mãe e um advogado para falar sobre o crime que aconteceu no bairro Mossunguê, na última terça-feira (19).

A presença do adolescente na DA fez com que os investigadores da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), que investiga o caso, fossem até lá para conversar com o garoto. Segundo a polícia, ele agiu juntamente com o autor do disparo que matou o médico, Cléber Francisco Pereira Leite, de 19 anos, conhecido como Binho e Luiz Henrique Soares de Melo, de 21 anos, conhecido como Nemo.

A polícia agora procura os dois maiores, que continuam foragidos.

Reação

De acordo com o delegado Amarildo José Antunes, da DFR, Carboni teria reagido ao assalto após um dos bandidos ameaçar cortar o cabelo da sua filha, sendo baleado na sequência. “Durante investigações pelo bairro conseguimos identificar os três responsáveis pela morte do médico, incluindo a participação de cada um. Eles aterrorizaram a família e realizaram os disparos logo após um deles ameaçar cortar o cabelo da filha do neurocirurgião”, contou.

Quadrilha de molecada

Segundo Antunes, desde que ele assumiu a DFR observou que a grande maioria das quadrilhas envolvidas em roubos são de jovens, que pretendem gastar imediatamente o dinheiro. “Eles querem comprar roupa da moda, participar de raves, consumir drogas, e acabam cometendo crimes bárbaros como esses. Eles acham que tem o direito de ter acesso a essas coisas e acham que nós temos a obrigação de achar que as vítimas estão erradas”, concluiu.