Redação

dois acusados

Tutancamon e Russinho foram condenados

Após dois dias, terminou na noite desta terça-feira (15) o julgamento dos dois acusados de matar o delegado José Antonio Zuba de Oliva, e o funcionário público Adilson da Silva, em Pontal do Paraná, no litoral do estado. Paulo Roberto Pereira Quintal, o Tutancâmon, foi considerado o responsável pelos crimes e condenado a 46 anos de prisão. O outro acusado, Francisco Diego Vidal Coutinho, o Russinho, foi condenado a 20 anos. O julgamento, que ocorreu no Fórum de Matinhos, terminou por volta das 22 horas.

O delegado Zuba e o funcionário público Silva foram mortos durante uma operação realizada em um camping do Balneário Shangri-lá no ano de 2010. Os dois acusados foram condenados por formação de quadrilha, homicídio e porte ilegal de armas.

O crime

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Delegado Zuba morreu na hora

O crime aconteceu no dia 24 de agosto de 2010 em Pontal do Paraná, no litoral do estado. O delegado Zuba, junto com duas investigadoras e Adilson da Silva, um funcionário público que auxiliava a polícia local, foram averiguar uma denúncia de que havia homens armados em um camping da cidade. As duas policiais foram rendidas. Zuba e Adilson foram baleados. O delegado morreu na hora. O funcionário público, de 42 anos, morreu horas depois no hospital.

Quatro suspeitos do crime foram identificados ainda em 2010. Felipe “Tex” e Paulo Aparecido Alves de Abreu, o Gauchinho, morreram em confronto com policiais. Tutancamon e Russinho resistiram à prisão, mas conseguiram ser detidos. Segundo a Polícia, o quarteto seria integrante do Comando Vermelho da Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.