Por Marina Sequinel e Luiz Henrique de Oliveira

Médico foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no Bigorrilho. (Foto: Banda B)

A Justiça determinou, nesta sexta-feira (17), a soltura do representante comercial Wellington Vinícius Paris, de 29 anos, acusado de matar o médico pneumologista Sérgio Roberto Savytzky, 58, em 12 de agosto do ano passado. O crime aconteceu no apartamento da vítima, localizado no bairro Bigorrilho, em Curitiba.

Wellington foi preso no dia 21 de setembro do ano passado. (Foto: Banda B)

Segundo o advogado de defesa, Claudio Dalledone Junior, as acusações contra Wellington começaram a ser colocadas em xeque durante as investigações. “Os testemunhos dados pelos policiais que dizem ter apurado o crime não ganharam força. Eles elegeram um culpado, o que não se confirmou quando nós mostramos que o meu cliente tem 1,88 m de altura, enquanto o autor do crime teria que ter 1,75 m”, disse ele em entrevista à Banda B.

Na visão da defesa, o crime não foi latrocínio (roubo seguido de morte), como o trabalho da Polícia Civil apontou inicialmente. “Nós enxergamos que se trata de um homicídio, comandado por alguém com motivo torpe. Dados importantes revelados nas audiências, que ainda não podem ser divulgados em detalhes, vão levar o acusado à absolvição. Eu tenho convicção disso”, completou Dalledone.

De acordo com ele, ainda não há previsão para o julgamento, mas o advogado acredita que o réu deverá ser julgado ainda este ano. “Ele está destruído, assim como a esposa e os pais. O que aconteceu com ele durante esses seis meses preso, por algo que ele não cometeu, é irreparável”, finalizou o advogado. Wellington agora responde pelo crime em liberdade.

O caso

O médico Sérgio Roberto Savytzky foi encontrado morto no dia 12 de agosto de 2016 dentro do apartamento onde morava, no bairro Bigorrilho. A vítima apresentava sinais de asfixia e o carro e o celular haviam sido levados do local.

A polícia achou o veículo abandonado no Capão Raso, no mesmo dia. Na época, testemunhas disseram que Wellington, paciente do médico, havia ido ao consultório dele diversas vezes, apesar de dizer que não mantinha contato com a vítima. Além disso, as investigações indicaram que ele estava no prédio no dia do crime. O suspeito foi preso em 21 de setembro do ano passado.

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