Fotos: Antônio Nascimento – Banda B
Binho confessou que atirou no médico

O jovem Cléber Francisco Pereira Leite, de 19 anos, acusado de participar no assalto que terminou na morte do médico do Pequeno Príncipe Paulo Carboni Júnior, de 54 anos, se apresentou nesta quinta-feira (28) aos policiais civis da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba (DFR). Ele permaneceu detido, já que tinha contra si mandado de prisão preventiva decretada. Binho é apontado pela DFR como o responsável pelo autor do disparo no caso que aconteceu no bairro Mossunguê, no último dia 19.

De acordo com o delegado Amarildo Antunes, responsável pelo caso, Binho não aguentou a pressão feita pelos policiais. “Todo dia íamos à casa dele e de parentes e ele percebeu que não tinha escapatória. Se entregou, confessou o crime em todos os detalhes e agora vai permanecer detido na carceragem da DFR, respondendo por este crime que chocou toda a população”, afirmou.

Antunes descreveu detalhes do depoimento de Binho. “Ele disse que estava fumando maconha com os amigos perto da casa do médico e ao ver duas mulheres entrando em casa foi dada a voz de assalto. Para se livrar do crime, ele criou uma quarta pessoa (quando na verdade eram três assaltantes) e disse que este rapaz teria atirado. Só que as testemunhas já falaram que não havia esta quarta pessoa. Ele não quer confessar que atirou e criou este personagem”, destacou o delegado,

Emocionada, a esposa do médico esteve na tarde de hoje na DFR para reconhecer Binho. Ao ver o homem que tirou a vida de seu marido, ela não segurou as lágrimas.

Polícia ainda procura pelo Nemo

Procurado

A DFR ainda procura Luiz Henrique Soares de Melo, de 21 anos, conhecido como Nemo, que também participou da ação criminosa. O terceiro suspeito, um adolescente de 17 anos, foi apreendido na semana passada.

Reação

De acordo com o delegado Amarildo José Antunes, da DFR, Carboni teria reagido ao assalto após um dos bandidos ameaçar cortar o cabelo da sua filha, sendo baleado na sequência. “Durante investigações pelo bairro conseguimos identificar os três responsáveis pela morte do médico, incluindo a participação de cada um. Eles aterrorizaram a família e realizaram os disparos logo após um deles ameaçar cortar o cabelo da filha do neurocirurgião”, contou.

Quadrilha de molecada

Segundo Antunes, desde que ele assumiu a DFR observou que a grande maioria das quadrilhas envolvidas em roubos são de jovens, que pretendem gastar imediatamente o dinheiro. “Eles querem comprar roupa da moda, participar de raves, consumir drogas, e acabam cometendo crimes bárbaros como esses. Eles acham que tem o direito de ter acesso a essas coisas e acham que nós temos a obrigação de achar que as vítimas estão erradas”, concluiu.