Da Redação

A Vigilância Sanitária de Curitiba determinou, na manhã desta terça-feira (11), a interdição do ambulatório do Hospital Evangélico (HE). De acordo com a Prefeitura de Curitiba, a medida foi tomada depois do descumprimento de vários prazos estabelecidos pela vigilância para adequações no local, que não oferece condições adequadas de atendimento. A unidade segue em funcionamento e tem o prazo de uma semana para remanejar os atendimentos agendados. A assessoria do hospital, por sua vez, afirma que a determinação atinge apenas o subterrâneo da sede Carlos de Carvalho e as demais unidades seguem com o atendimento normal.

evangelicoFoto: SMCS

Em nota, a prefeitura afirma que no dia 4 de julho, a Vigilância Sanitária estabeleceu prazo de 30 dias para adequações no sistema de ventilação e no gerenciamento de resíduos de saúde do ambulatório, além de que fossem providenciadas pias para lavar as mãos e sanitários. “Vencido o prazo, o HE informou que pretendia fazer reformas no local, mas que, motivada por reclamações de funcionários e pacientes, a direção optou por transferir o ambulatório para outro imóvel”, diz a nota.

Diante disso, a Vigilância estabeleceu prazo de 60 dias para a mudança, tempo que se esgotou no último dia 5 de novembro. Para minimizar os transtornos à população, o atendimento continua sendo realizado normalmente até a próxima terça-feira (18), data em que o ambulatório será fechado.

Outro lado

De acordo com a assessoria do hospital, apenas o subsolo foi interditado e a medida não interfere nas consultas agendadas para o térreo e primeiro andar do ambulatório da sede Alameda Doutor Carlos de Carvalho. Segundo o Evangélico, as três especialidades afetadas são a obstetrícia, a oftalmologia e a ortopedia. Um novo prazo já é negociado entre Vigilância Sanitária e a administração.

Greve

Pelo terceiro mês consecutivo, os funcionários do HE fecharam a rua na Praça Alfredo Andersen devido aos salários atrasados. Nesta terça-feira, a greve acontece por parte dos funcionários nos serviços administrativos, de copa, cozinha, limpeza e segurança e também enfermagem. O pagamento deveria ter sido feito no último dia 7.

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