Da SMCS

Mais da metade do público-alvo da Campanha de Vacinação em Curitiba recebeu a vacina contra a gripe. Até o final da tarde de quarta-feira (30), 176 mil pessoas tinham sido vacinadas na cidade. Entre os grupos vulneráveis e que são contabilizados – crianças de seis meses e menores de 5 anos (até 4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, idosos e mulheres até 45 dias após o parto (em puerpério) – já foram aplicadas 163.840 doses, o equivalente a 52,85% da meta, que em Curitiba é vacinar 310 mil pessoas destes grupos.

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Foto: SMCS

Além destes grupos, também fazem parte do público-alvo definidos pelo Ministério da Saúde para receber a vacina contra a gripe, os profissionais de saúde, pessoas portadoras de doenças crônicas, indígenas e pessoas privadas de liberdade. A população tem até o dia 9 de maio para receber a vacina em qualquer uma das 109 unidades básicas de saúde da capital.

A diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria, Juliane Oliveira, relata que as puérperas (72,9%) e os idosos (56,7%) são os grupos que mais aderiram à vacinação até o momento. “Mas é fundamental que os portadores de doenças crônicas, as crianças menores de 5 anos e as gestantes também tomem a vacina contra a gripe, pois não estão com o sistema imunológico funcionando em sua totalidade e a vacinação é uma forma de fortalecer o organismo”, orienta.

Prevenção

A vacina contra a gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Estudos demonstram que a vacinação contribui para a redução de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

Juliane explica que a campanha de vacinação acontece no período que antecede o inverno porque a criação de anticorpos ocorre entre duas e três semanas após a aplicação da dose. O período de maior circulação da gripe é de final de maio a agosto. Segundo ela, as reações à vacina são raras, mas é contraindicada a pessoas com alergia ao ovo de galinha e seus derivados.

A diretora lembra que a vacinação contra gripe é uma importante ação de prevenção da gripe, mas não dispensa medidas básicas de proteção. “São medidas simples, como fazer a assepsia frequente das mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar e procurar manter os ambientes ventilados”, orienta.