Da SMCS

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Foto: SMCS

O grupo formado por crianças com idade entre seis meses e menores de 5 anos acaba de atingir a meta de cobertura vacinal em Curitiba, que é o de imunizar pelo menos 80% de todos os grupos vulneráveis. Mais de 82 mil crianças nessa faixa etária receberam a vacina em Curitiba até o final da tarde de segunda-feira (19), o equivalente a 80,5% do total do grupo. Com o resultado, a partir desta terça-feira (20), a Secretaria Municipal da Saúde ampliou a vacinação entre as crianças para atender também aquelas com até 6 anos incompletos.

Agora, apenas entre as gestantes ainda é necessário uma maior adesão à vacina, fundamental para prevenir as complicações decorrentes da gripe. Até o momento, 71% das gestantes de Curitiba foram vacinadas. Segundo a diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria, Juliane Oliveira, as grávidas estão em uma fase de grandes alterações metabólicas e, além disso, têm a capacidade respiratória comprometida devido às alterações no corpo – como a dilatação do abdômen. “Esse quadro reduz as chances de se proteger de um quadro de gripe e a possibilidade de complicações respiratórias é muito maior”, argumenta.

Durante a última semana, de todos os atendimentos realizados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 Horas e nas unidades básicas de saúde, 18,39% foram em decorrência de doenças respiratórias, segundo levantamento da Secretaria. “Este índice está dentro do esperado para essa época do ano, mas está abaixo da média de atendimentos registrados nesse mesmo período em anos anteriores”, explica Juliane.

Resultados

No balanço geral, considerando todos os grupos vulneráveis e que são contabilizados, Curitiba foi uma das primeiras cidades brasileiras a vacinar mais de 80% do público-alvo formado por idosos, gestantes, crianças e mães que tiveram filhos há menos de 45 dias. A cidade conseguiu atingir a meta dentro do prazo regular da campanha, em 9 de maio. Além destes grupos, a vacina contra a gripe também está disponível para pessoas portadoras de doenças crônicas, profissionais de saúde, indígenas e pessoas privadas de liberdade.

A vacina contra a gripe continua disponível em todas as 109 unidades básicas de saúde de Curitiba. Pessoas com doenças crônicas devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Aqueles pacientes que já fazem parte de programas de controle das doenças crônicas do SUS devem ir às unidades em que estão cadastrados para receber a vacina.

Prevenção

A vacina contra a gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Estudos demonstram que a vacinação contribui para a redução de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

O secretário municipal de Saúde, Adriano Massuda, ressalta que a campanha de vacinação acontece no período que antecede o inverno porque a criação de anticorpos ocorre entre duas e três semanas após a aplicação da dose. O período de maior circulação da gripe é de final de maio a agosto. Segundo ele, as reações à vacina são raras, mas é contraindicada a pessoas com alergia ao ovo de galinha e seus derivados.

Massuda diz que a vacinação contra gripe é uma importante ação de prevenção da gripe, mas não dispensa medidas básicas de proteção. “São medidas simples, como fazer a assepsia frequente das mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar e procurar manter os ambientes ventilados”, orienta

A transmissão da gripe acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz).

Em caso de síndrome gripal, deve-se procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. Também é importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe – especialmente as integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações – devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.