Da SMCS

Os moradores de Curitiba que fazem parte dos grupos considerados mais vulneráveis às complicações da gripe têm até sexta-feira (09) para se vacinar, nas 109 unidades básicas de saúde da capital. Curitiba é a capital brasileira com melhor cobertura na Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, de acordo com o Vacinômetro do Ministério da Saúde. Mas, faltando dois dias para o final da campanha, os grupos formados por gestantes e crianças ainda estão abaixo da meta.

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(Foto: Maurilio Cheli)

Até agora, foram vacinadas 248.639 pessoas na cidade, das quais 214.300 pertencentes aos grupos prioritários. Isso corresponde a 69,12% da meta, que é imunizar 310 mil pessoas.

Entre as gestantes a adesão até agora foi de 49,5% e entre as crianças chegou a 54,6%. Já entre os portadores de doenças crônicas, que fazem parte de um grupo que não é possível ser contabilizado pela Secretaria Municipal da Saúde, foram vacinadas 13.539 pessoas.“São públicos que podem ter complicações mais severas no caso de alguma doença respiratória e, por isso, deveriam estar imunizados. O problema é que algumas pessoas ainda têm resistência à vacina por acreditarem que ela apresenta efeitos colaterais, o que não é verdade”, explica a diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria, Juliane Oliveira.

Dentre os grupos, as mulheres que tiveram filhos há menos de 45 dias já ultrapassaram a meta da vacinação, com 94,7% de cobertura até a última terça-feira (06). Os idosos estão perto dessa marca, com 72,8%.

A vacina contra a gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Estudos demonstram que a vacinação contribui para a redução de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza. A única contraindicação, ressalta Juliane, é para aquelas pessoas que apresentam alergia ao ovo de galinha – que é usado na produção da vacina e por isso pode gerar reação em pessoas com intolerância.

Imunizadas

A microempresária Ana Paula Cruz, que está grávida de três meses, foi à Unidade de Saúde Bacacheri com a filha Maria Clara, de 2 anos, para tomar a vacina e prevenir qualquer tipo de complicação nos meses mais frios do ano. “Para as gestantes, a vacina é uma prevenção tanto para a mulher quanto para o bebê. É uma segurança em uma fase que o organismo passa por profundas alterações hormonais e metabólicas. Maria Clara também vai tomar a vacina porque vai para a escolinha e está em contato com outras crianças, o que a deixa mais vulnerável a pegar resfriados e outras doenças que ocorrem com maior frequência nesta época do ano”, conta.

A universitária Kristine Priscila Farrazim Kulina vacinou as duas filhas, Amanda, de 4 anos, e Ana Luiza, de 3 anos, como forma de prevenção. Ela conta que todos os anos costuma vacinar as meninas contra a gripe, apesar de ouvir muitas mães e pais contrários à imunização. “Tem gente que tem medo das possíveis reações da vacina, mas minhas filhas nunca ficaram doentes. Seria egoísmo não vaciná-las”, comenta.

Público-alvo

Pessoas portadoras de doenças crônicas, crianças de seis meses e menores de 5anos – até 4 anos, 11 meses e 29 dias –, gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, mulheres até 45 dias após o parto (em puerpério), indígenas, pessoas privadas de liberdade e profissionais de saúde fazem parte do público-alvo para a imunização contra a gripe, definido pelo Ministério da Saúde