Subiu para seis o número de mortes confirmadas por febre amarela no Estado de São Paulo, quatro delas de pacientes que se infectaram em viagens a Minas Gerais, onde ocorre surto da doença. Na semana passada, três óbitos já haviam sido confirmados pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo: dois autóctones (com transmissão local da doença), em Américo Brasiliense e Batatais, e um importado, de um morador de Santana de Parnaíba que esteve em território mineiro. As três novas mortes registradas ocorreram na capital (2) e em Paulínia, todas de casos importados de Minas.

(Foto: Divulgação/Fiocruz)

Em 2016, duas mortes por febre amarela silvestre foram registradas em São Paulo: uma em abril, na cidade de Bady Bassit, e outra em dezembro, em Ribeirão Preto.

O balanço divulgado nesta segunda-feira, 30, pela secretaria mostra ainda que há outros 17 casos da doença em investigação, quatro deles com provável local de infecção em cidades do interior paulista. Os demais pacientes se infectaram em viagens a Minas Gerais, Pará e Amazonas. Todos os casos reportados até agora são de febre amarela silvestre. Não há no País até agora indícios de casos da forma urbana da doença. A última infecção do tipo ocorreu em 1942.

Ainda de acordo com a secretaria, continua em 24 o número de epizootias (situação de adoecimento ou óbito) de macacos para febre amarela, correspondente a 31 animais, nas regiões de Ribeirão Preto, Barretos, Franca e São José do Rio Preto. O adoecimento de primatas não humanos é o primeiro sinal de alerta para a circulação do vírus em determinada área.

Nesta segunda, a secretaria realizou um encontro com representantes dos 645 municípios paulistas para discutir ações de combate a doenças transmitidas por mosquitos, as chamadas arboviroses. A pasta informou que desde meados de 2016 até agora, já recebeu do Ministério da Saúde 2 milhões de doses de vacina contra febre amarela e tem intensificado as ações de imunização nas áreas de risco.

Outras doenças

A secretaria divulgou ainda balanço dos casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Em todo o ano passado, foram 4 mil casos de zika, 1 mil de chikungunya (contando os importados) e 162 mil de dengue. No caso desta última, houve redução de 76% no número de registros em relação a 2015, quando São Paulo viveu sua pior epidemia da história, com 684 mil pessoas infectadas e 488 mortos. Em 2016, 97 pessoas morreram vítimas de dengue.