Por Marina Sequinel e Antônio Nascimento

O secretário de Saúde de Curitiba, Adriano Massuda, afirmou que a paralisação dos servidores é desproporcional em relação aos investimentos e mudanças realizadas na área até o momento. Em entrevista à Banda B na tarde desta terça-feira (1º), o secretário disse que ainda há divergências entre o governo e o sindicato, mas que elas devem ser sanadas em breve.

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Segundo o secretário, as divergências entre governo e sindicato devem ser sanadas em breve. (Foto: Rodrigo Juste Duarte)

“A fase de negociação com a categoria já está bem avançada, por isso, não há necessidade de greve. Nós buscamos entrar em um contexto para valorizar os trabalhadores e garantir a qualidade de atendimento nas unidades”, completou Massuda.

Segundo o secretário, alguns pontos da proposta da categoria estão sendo analisadas. Um deles é a escala sugerida pelo sindicato, de 12h de trabalho e 60h de descanso. “Essa exigência é inviável, porque pode prejudicar toda a equipe de saúde e, consequentemente, os pacientes. O profissional pode perder o vínculo com o serviço e com os outros funcionários. Nós vamos entrar em um consenso”, concluiu.

Números

A prefeitura forneceu dados da prestação de contas da Câmara Municipal, que indicam que o número de atendimentos na Saúde aumentou 56% de janeiro a agosto deste ano, se comparado a todo o período de 2012 – 377 mil contra 338 mil.

Assembleia

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) vai realizar assembleia na próxima segunda-feira (7), para decidir se haverá ou não greve. A possibilidade de paralisação nas unidades de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) não está descartada.