Da Sesa

A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) descartou nesta quarta-feira (13) os dois casos suspeitos de infecção pelo vírus ebola identificados em Londrina, no norte do Estado. Uma mulher de 46 anos, que veio da Angola, e um homem de 61 anos, que veio do Togo, apresentaram sintomas semelhantes aos da doença, contudo foram diagnosticados com cardiopatia e malária, respectivamente.

Videoconferência sobre Ebola.

Foto: Sesa

A suspeita surgiu porque os pacientes apresentaram mal-estar após voltarem de viagem à África. Atualmente, quatro países do continente registram surtos da doença: Serra Leoa, Guiné, Libéria e Nigéria, que confirmaram 1.013 mortes e 1.848 casos já notificados.

O resultado das investigações foi apresentado durante a reunião da Comissão Estadual de Infectologia, que discutiu as estratégias de prevenção e enfrentamento contra uma possível introdução do ebola no Paraná. A reunião foi transmitida por videoconferência e teve a participação de mais de 600 profissionais de saúde de todo o Estado, entre médicos, enfermeiros, representantes de hospitais, sociedades médicas e secretários municipais de saúde.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, o momento é de alerta, pois o risco de introdução do ebola não pode ser desprezado. “Estamos organizando uma retaguarda de atendimento para identificar e tratar precocemente os casos suspeitos”, destacou.

Suspeita

Será definido como caso suspeito todo paciente que apresentar febre alta e sintomas de hemorragia em até 21 dias após retornar de um dos quatro países africanos com surto. “A pessoa deve procurar o pronto socorro mais próximo e informar que viajou à África. Desta forma, a Secretaria da Saúde será notificada e o protocolo de atendimento será aplicado imediatamente”, disse o superintendente.

O período de 21 dias é utilizado por conta do prazo de incubação do vírus da doença. Ou seja, o paciente pode manifestar sintomas em até três semanas após a infecção.

Transmissão

Diferente de outras doenças, o paciente com ebola só começa a transmitir o vírus depois de apresentar os primeiros sintomas. “Isso ressalta a importância da pessoa procurar atendimento médico imediatamente após se sentir mal. Com isso, poderemos evitar novas transmissões”, explica a médica e coordenadora do CIEVS-PR, Mirian Woiski.