Da AEN

No domingo (2), milhares de pessoas irão aos cemitérios paranaenses por conta do feriado de Finados. O dia é marcado por homenagens aos familiares e amigos falecidos, mas a população deve estar atenta para que os vasos de flores e outros objetos deixados nos túmulos não se tornem criadouros do mosquito do gênero Aedes que transmite a dengue e a febre chikungunya.

De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, normalmente, os cemitérios concentram materiais que podem acumular água e no mês de novembro isso se intensifica. “Geralmente no feriado de Finados são registradas altas temperaturas, o que potencializa o risco de proliferação do mosquito. Portanto, todos devem fazer a sua parte para evitar um problema de saúde pública”, destacou.

finados(Foto: Divulgação AEN-PR)

RECOMENDAÇÃO – A principal recomendação é que as pessoas não deixem recipientes, como vasos de flores, expostos à água da chuva. Os vasos devem ser preenchidos com areia, evitando o acúmulo de água. Furos em lápides e jazigos também devem ser tampados.

Para a coordenadora do Centro Estadual de Saúde Ambiental, Ivana Belmonte, existem outros objetos que merecem atenção durante a visita ao cemitério. “Pratos e suportes para velas, também podem acumular água. Outro problema comum é o destino inadequado de descartáveis, como copos plásticos, garrafas pet e sacolas”, explica.

LIMPEZA – O alerta sobre a dengue também serve para as administrações dos cemitérios. Antes do feriado, é comum que se façam pequenos ajustes estruturais e pinturas para receber os visitantes. “O problema é o destino das embalagens de produtos de limpeza e pintura, que muitas vezes são abandonados no local”, enfatiza a coordenadora.

Após o feriado, é recomendado que as equipes de manutenção façam uma força-tarefa de limpeza nos cemitérios para eliminar objetos que possam se tornar criadouros.

De agosto até outubro, 168 casos de dengue já foram confirmados no Paraná. Neste período, nenhuma morte foi registrada no Estado. Quanto à febre chikungunya, o Paraná ainda não registrou casos suspeitos da doença, no entanto, estados como Bahia, Amapá e Minas Gerais já registram casos da doença.

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